sábado, 27 de julho de 2013

Ideias na Comunidade: Formação para educadores sociais

Olá Pessoal!

O Ideias Pedagógicas está transpondo os muros do mundo virtual e se lançando para ações no mundo concreto!

Em parceria com o Instituto Cia dos Pallet´s (ICP), estamos desenvolvendo uma formação para os educadores sociais que lá atuam.

Este trabalho visa contribuir para que os educadores sociais do ICP possam construir uma prática educativa reflexiva e focada na formação de sujeitos éticos. A formação está organizada em três principais eixos:

1. Planejamento
O principal objetivo é auxiliar os educadores a perceberem a importância de organizar sua prática, definindo o seu foco e o caminho que irá percorrer durante o desenvolvimento de seu trabalho.

2. Aspectos do desenvolvimento moral
O foco é introduzir alguns aspectos de como, no processo do desenvolvimento humano, construímos e hierarquizamos os valores morais.

3. Práticas de educação para valores
Neste tópico a intenção é apresentar algumas  práticas educativas que colaboram para a formação de um ambiente cooperativo.

As fotos abaixo são do nosso último encontro em que discutimos a questão da intencionalidade do educador e alinhamos os planos individuais de trabalho à proposta educativa do ICP.

Foi uma experiência bastante rica, confiram:

Equipe engajada trabalhando

Brincar e Aprender

"Essa formação contribuiu para, não só, o meu trabalho mas para minha vida" - Ana Lívia - Educadora Social

Sr. Luiz - idealizador do Instituto

Nádia - coordenadora do Projeto


Quem quiser saber mais sobre as formações do Ideias Pedagógicas, entrem em contato pelo e-mail ideiaspedagogicas@hotmail.com

Um abraço

Pati Ottoni



terça-feira, 23 de julho de 2013

Ideias na Comunidade: Instituto Cia dos Pallets

Olá Pessoal!

Hoje vim contar sobre um espaço de práticas educativas muito bacana:  Instituto Cia dos Pallet's!

Este Instituto nasceu da motivação, aliada ao anseio de fazer o bem, e a iniciativa do Sr. Luis Eduardo Pissinatti. Com brilho no olhar, o Sr. Luis conta que seu maior desejo é fazer com que as crianças e adolescentes da comunidade possam ter uma oportunidade de alcançar voos mais altos, sem ficar "tropicando" na vida.

E tem sonho mais bonito que este?

Em seu caminho, Luis encontrou pessoas de boa vontade que abraçaram este sonho. Então, decidiram concretizar algumas ações. Em 2012, com o apoio de muitos voluntários, no espaço da empresa Cia dos Pallet´s, iniciaram-se algumas ações recreativas e de convivência para as crianças e adolescentes da comunidade.

Em 2013, com o sucesso das atividades, o Instituto começou a ter mais colorido e vem construindo dois programas de atendimento: Programa "Quatro Estações" e Programa "Humanizar". Dentro desses programas estabeleceu-se os seguintes projetos:

Projeto Primavera contemplando ações voltadas para educação ambiental e cidadania.
Projeto Verão é destinado ao desenvolvimento de ações formativas de esporte e recreação.
Projeto Outono com atividades de apoio escolar, letramento e preparação profissional.
Projeto Inverno realizando ações de arte e cultura.

Projeto Escola de Pais é destinado a troca de saberes e prática entre pais e responsáveis, sob orientação psicopedagógica.

Projeto ICP de Portas Abertas é destinado ao envolvimento comunitário, em ações esportivas e culturais gratuitas.

Projeto Formar é destinado á orientação psicopedagógica ao grupo de educadores, com foco na formação continuada.

O Instituto Cia do Pallet´s atende, atualmente, crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, funcionando três vezes por semana, possuindo capacidade de atendimento para até 60 participantes.

Se você gostou dessa IDEIA e gostaria de apoiá-la concretamente com seu trabalho voluntário, mande um e-mail para ideiaspedagogicas@hotmail.com e receba mais informações.

Um abraço

Pati Ottoni


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Programa de Aperfeiçoamento da Linguagem Matemática - PALMA

Olá Pessoal!

Hoje, informo uma nova oportunidade de formação no Colégio COC em Mogi Guaçu. 

Trata-se de mais uma turma do Curso PALMA (Programa de Aperfeiçoamento da Linguagem Matemática). O objetivo do curso, além de formar professores para trabalharem com os conceitos da Matemática, visa contribuir para diminuição da IDEIA de que  a Linguagem Matemática é um bicho de sete-cabeças.

As aulas do PALMA são organizadas com base   em textos, jogos e propostas alternativas, integrando outras disciplinas à matemática, tais como a História e a Arte. Eu já fiz e recomendo! =)

O curso poderá ser oferecido às terças-feira, no período da noite ou aos sábados, no período da manhã. (dependendo do maior número de interessados em algum destes dias). Terá duração de 10 meses.

O valor da inscrição é de R$ 50,00.

O valor do curso é de R$ 90,00 mensais. A primeira parcela será paga no mês de agosto.

Professores de todas as áreas podem participar!

Para fazer sua inscrição ou para maiores informações:

Ligar para (19) 38612412 - Secretaria Escola COC Mogi Guaçu

Forme-se!!!

Por Pati Ottoni

domingo, 14 de julho de 2013

Bilhetes escolares: “informar” é bem diferente de “transferir responsabilidade”



De maneira geral, a escola tem tido dificuldades em relação a lidar com os conflitos que acontecem dentro desse espaço. Como uma das estratégias para tentar solucionar problemas de indisciplina é comunicar aos responsáveis pelos alunos envolvidos sobre a ocorrência, através de bilhetes.
Os bilhetes analisados no artigo de Sandra Dedeschi “Bilhetes escolares no Ensino Fundamental: mecanismo de controle ou autorregulação?”, mostram o impacto em relação a forma como comunicamos os conflitos vivenciados na escola para a família, tem sobre essa dinâmica; e atestam a visão equivocada que muitos professores possuem sobre este tema.
Os conflitos, muitas vezes, quando são vistos pela autoridade da escola, tomam um sentido negativo.
Segundo Desdeschi (2011):

“(...)geralmente, os conflitos são compreendidos como algo negativo e que não devem ocorrer para não perturbar a ordem nem prejudicar a aprendizagem dos estudantes.”

Porém, de acordo com uma visão pautada nos estudos da psicologia genética de Jean Piaget, os conflitos naturalmente se estabelecem nas relações interpessoais e contribuem para promover “desequilíbrios”, fator essencial no processo de evolução cognitiva e moral dos indivíduos.
De acordo com esta perspectiva teórica, quando um conflito se instaura pouco contribui transferir a responsabilidade para um terceiro, no caso, a família. O mais adequado seria chamar os envolvidos para refletirem sobre seus sentimentos, sobre como poderiam resolver a situação e quais estratégias poderiam utilizar para que o problema fosse enfrentado de uma outra forma nas próximas vezes.

“Acredita-se que os problemas que surgem na rotina escolar podem tornar-se oportunidades para a realização de um trabalho mais efetivo com as regras e os valores inerentes a eles. No entanto, é preciso que os educadores não se preocupem apenas em inibi-los ou impedir que aconteçam, e sim, tenham consciência de que podem propiciar produtivos momentos de reflexão.” (DEDESCHI, 2011)

É verdade que, em algumas situações, é necessário uma postura que cesse uma discussão improdutiva. Mas, é extremamente, importante que, após as emoções estarem mais tranquilas, o professor possa chamar os envolvidos, retomar o conflito e ajudar na busca de uma solução que repare os danos causados.
Uma postura como esta sugerida reafirma a autoridade do professor, como alguém que respeita os sentimentos de seus alunos e contribui na busca de soluções, como uma pessoa admirada; e responsabiliza as pessoas envolvidas na situação-problema.
Não quero dizer que não devemos informar as famílias sobre a vida escolar de seus filhos. Porém, é importante deixar claro que nem tudo que acontece na escola é necessário comunicar. E “informar” é bem diferente de “transferir responsabilidade”.

“os educadores precisam compreender que a solução dos conflitos faz parte do trabalho escolar a fim de promover a autorregulação necessária para alcançar a autonomia, o que não acontece quando estes são transferidos às famílias dos estudantes.” (DEDESCHI, 2011)

Outro aspecto importante a ser pontuado é a legitimação que os pais fazem das colocações da escola. Apesar de muitos educadores não acreditarem, a grande maioria das famílias apoiam o que a escola diz e tentam, muitas vezes de forma pouco elucidativa, reafirmar as orientações da escola em casa. Nestes casos, contribuímos para causar imensos prejuízos na formação moral dos nossos alunos.

É preciso considerar que (os pais) acabam fazendo uso de sanções expiatórias que conhecem e julgam apropriadas, como retirar algo que os filhos gostem ou usar de censura e agressão física.” (DEDESCHI, 2011)

O estabelecimento da parceria entre a escola e a família é uma via de mão dupla. A escola não se pode permitir uma postura de transferir para a família a responsabilidade de resolver os problemas que acontecem dentro do ambiente escolar. Tampouco a família pode cobrar da escola que faça sozinha a tarefa de formar seus alunos. É necessário que estes atores possam dialogar para juntos buscarem soluções a cada novo desafio que enfrentam.

Bibliografia:

DEDESCHI, S.C. Bilhetes escolares no Ensino Fundamental: mecanismo de controle ou autorregulação? In: Anais do VII Seminário de Indisciplina na Educação Contemporânea – Indisciplina, Afetividade e Conflitos na escola. Curitiba, 2011, p. 341 - 358.

Blog Ombudsmae

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ei, cadê a parceria?

Férias deixam minha frequência mais assídua no Facebook e um tanto menos tolerante...

Bom, essa semana  postei um desabafo nesta rede social que o reitero hoje aqui:


Não existe essa de "Família educa, escola ensina". 
Estamos em pleno século 21, era das informações. 
Você realmente acredita que as pessoas precisam exclusivamente da escola para evoluírem em seus conhecimentos? 
E arriscaria dizer, para evoluírem cognitivamente??? Não!
A escola, cada vez mais, precisa ser um espaço para formar PESSOAS MELHORES. Sabe o que quero dizer com isso? Seres humanos que saibam dialogar, que saibam questionar respeitando diferentes opiniões, que saibam ouvir e se posicionar, que saibam tomar decisões ponderadas. 
A família é um espaço educativo particular, íntimo, privado. A escola é O espaço educativo da coletividade, da troca entre pares... É na escola que nossas crianças tem o privilégio de viver a coletividade, o grupo!!! E, para que isso possa valer, estudamos no mínimo 4 anos. Nós, professores, somos os especialistas da educação. Os pais não. Ninguém faz faculdade para ter um filho. 
Somos nós os responsáveis para estabelecer a parceria, para dar o primeiro passo... Somos nós, professores, os responsáveis por promover um ambiente cooperativo na escola, produtivo no sentido dos alunos serem os construtores do conhecimento. 
Conhecimento, no sentido amplo da palavra, inclusive aqueles como as pequenas gentilezas. 
Em relação aos conflitos que acontecem na escola é nossa responsabilidade SIM mediar e ajudar na busca de soluções. Um aluno responder com agressividade não é nada agradável. Mas precisamos ajudar estes adolescentes e crianças a criarem estratégias mais assertivas na solução de conflitos, a expressarem seus sentimentos de forma mais saudável. 
Existem estudos em educação que nos ajudam com isso, existem cursos de formação para isso, livros, textos na internet. 
E, existe o bom senso, a co-responsabilidade.
O que não pode mais existir é essa guerra entre escola e família.
Nós somos os especialistas da educação. 
Nós somos SIM responsáveis pela formação dessas pessoas que passam grande parte da vida em nossa companhia.
Sem mais.

Um abraço

Pati Ottoni

terça-feira, 9 de julho de 2013

Seminário Internacional: A convivência na escola em pauta

Olá Pessoal!

Desculpem-me taaanto tempo sem postar aqui, mas estou de volta!!!

A dica de hoje do "Forme-se" é o "Seminário Internacional: A convivência na escola em pauta" organizado pelo GEPEM, LPG e GEPEC da UNICAMP.



Será dia 26 e 27 de agosto e as inscrições podem ser feitas CLICANDO AQUI  

Até dia 31 de julho a taxa de inscrição é de R$50,00
De 01 de agosto até 18 de agosto é de R$60,00

Veja a programação abaixo:
Forme-se!

Um abraço

Pati Ottoni