terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ideia de Filme: O fabuloso destino de Amelie Poulain

Gente, esse filme é SIMPLESMENTE encantador.

Trata das coisas simples da vida e de como elas podem mudar nosso caminho.

Com doçura e delicadeza, o enredo narra a história de Amelie Poulain. A garota trabalha como garçonete em um bairro de Paris e leva uma vida pacata. Até o dia em que encontra um tesouro no banheiro de sua casa. Trata-se de uma caixinha de guardados que o antigo morador escondeu quando criança. Amelie decide procurar o dono do tesouro e ao encontrá-lo, fica emocionada em ver sua alegria ao retomar o objeto. A srta. Poulain percebe a importância desse pequeno gesto e essa compreensão muda seu destino!

O filme é francês, dirigido por Jean-Pierre Jeunet e estreado no ano de 2002.

Inspirada neste filme, elaborei junto a equipe de educadores de uma ONG, um projeto chamado "O grande espetáculo da vida cotidiana"
O objetivo do projeto era propor uma reflexão sobre o lugar que ocupamos no mundo. O enfoque foi a valorização das coisas simples da vida, como um resgate das gentilezas, da sensibilização com o outro e com o meio no qual estamos inseridos. 
O assunto foi dividido em  cinco “capítulos” distribuídos durante o ano de atividades. Cada capítulo abordou um tema em que foi observado valores morais no cotidiano dos alunos:
Capítulo 1: Identidade
A reflexão era baseada na pergunta "Quem eu sou?", resgatando os valores e atitudes "Viver e Sonhar"

Capítulo 2: Cultura Familiar
A reflexão era baseada na pergunta "De onde eu vim?", resgatando os valores e atitudes "Ouvir e Dedicar"

Capítulo 3: Escola
A reflexão era baseada na pergunta "Para onde eu vou?", resgatando os valores e atitudes "Construir e Socializar"

Capítulo 4: Política
A reflexão era baseada na pergunta "Qual lugar eu ocupo?", resgatando os valores e atitudes "Questionar e Colaborar"

Capítulo 5: Mundo Natural
A reflexão era baseada na pergunta "Como eu posso preservar?", resgatando os valores e atitudes "Respeitar e Cuidar"

Quem quiser receber mais detalhes do projeto, mande um e-mail para ideiaspedagogicas@hotmail.com.



Apreciem esta Ideia!!!


Um abraço
 Por Pati Ottoni

P.S: Votem no Ideias Pedagógicas para o Prêmio TOPBLOG2012! Basta clicar no selo do Prêmio na página do Ideias e votar. Obrigada =]

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Acesse: Pais e Cia

Olá Pessoal!

Hoje a dica do Acesse! vai, principalmente, para as mamães e os papais.

O Blog Pais e Cia é feito, com muito carinho e qualidade, para discutir questões que vocês precisam lidar na linda e árdua tarefa de educar os filhos.

Fonte: Blog Pais e Cia
"Sabemos o quanto é difícil educar crianças e adolescentes! Sabemos o quanto não fomos formados para isso e o quanto nos custa cada não, cada sim que pronunciamos aos nossos filhos! Afinal, filhos não vêm com bula, como os remédios!  " - Blog  Pais e Cia

Pais e Cia foi elaborado pelo GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral) um grupo de especialistas que estudam o desenvolvimento moral a luz da psicologia genética de Jean Piaget e seus precursores e que também são mães e pais.

Lá vocês encontram textos para consulta, dicas de publicações para pais e mães, novidades da área, projetos e até um "Canto da ajuda" em que podem perguntar, sugerir e relatar experiências...

Vale a pena conferir!!!

Acesse:http://paiscia.blogspot.com.br/

Um abraço

Pati Ottoni

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sábado, 18 de agosto de 2012

Ideias Pedagógicas e Revista Las.Los: As crianças também se apaixonam

A pedido da Revista Las.Los, respondi a uma entrevista com o tema "Namoro na Infância".
Então, a editoria da revista montou uma matéria sobre o tema para publicar.

Queria ressaltar que fiquei muito feliz com o convite!!! Foi a primeira vez que escrevi para uma mídia impressa. Elaborar as respostas, rever o texto foi um processo muito bacana, de reflexão sobre minhas concepções sobre desenvolvimento humano, educação e aprendizagem. Depois de tudo pronto, pedi a opinião de pessoas nas quais confio como profissionais especialistas e como seres humanos. Por isso, agradeço e mando um abraço especial para os amigos Marcela Barbosa, Paulo Valle, Simone, minha família, meu noivo Gu Borim e todos aqueles que me ajudaram!!! E, principalmente, a Equipe da Revista Las.Los que me deu esta oportunidade. Muito Obrigada!

A revista tem distribuição gratuita e é feita de maneira comprometida e com muita qualidade. Acessem o site: http://www.revistalaslos.com.br e confiram outras reportagens!!!

Espero que vocês gostem!

Crianças também se apaixonam

Durante um jantar tranquilo em casa, com a família reunida, um dos filhos informa: “pai, mãe, estou namorando uma amiga da escola”. Se esse filho tem acima de 18 anos, não há porque se surpreender tanto. Mas qual seria a reação dos pais quando essa informação vem de uma criança com apenas 10 anos?
A partir de certa idade, a qual a criança vai amadurecendo, é natural que eles passem a notar que o outro pode despertar alguns sentimentos, seja a raiva, o carinho, a amizade ou o ciúme. Desse modo, o namoro pode não passar de brincar juntos e pegar na mão. “O que existe é um carinho especial de uma criança em relação à outra. Geralmente, é um amiguinho com o qual brinca, se diverte e existe uma admiração recíproca”, garante Patrícia Ottoni, autora do blog Ideias Pedagógicas e coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I.
Além disso, as crianças passam se identificar como um indivíduo diferente dos outros. Percebem que há diferenças entre meninos e meninas e que há maior afinidade com algumas pessoas do que com outras. “Essa descoberta gera dúvidas e também curiosidades. Como tendem a representar no imaginário papéis do mundo adulto, é natural que nomeiem, em alguns casos, essa relação de maior proximidade, como namoro.”, complementa Patrícia.


CONTOS DE FADAS
Super-heróis têm namoradas. Princesas sempre buscam o príncipe encantado. Até as histórias clássicas da literatura infantil estão repletas de relacionamentos com um final feliz. “Isso mostra que este é um tema presente no mundo das crianças e que pode influenciar o vocabulário sobre namoro no cotidiano infantil, mas não significa que essa brincadeira tem a mesma conotação de namoro como no universo adulto”, orienta Patrícia Ottoni.

E AGORA?
Quando uma criança anuncia que está namorando, o ideal é conter as reações impulsivas, seja de indignação ou de orgulho, e não polemizar o assunto.
Perguntar para a própria criança o que significa namorar é um bom começo. Depois de ouvir atentamente a resposta, a pedagoga, Patrícia Ottoni, recomenda que os pais ajam naturalmente, conversando com seus pequenos e impondo os limites que consideram saudáveis. “Os pais e os professores, adultos da relação, têm a missão de orientar as crianças e adolescentes sobre suas emoções,  seus sentimentos e suas condutas. Uma boa forma de cumprir esta tarefa é dar espaço para que eles possam demonstrar o que sentem, ajudá-los a nomear suas emoções e a verbalizar os pensamentos e desejos. Este é um caminho que contribui para a formação de pessoas que saibam lidar com os próprios sentimentos e evitam ações impulsivas para resolver os seus conflitos.” orienta.

INFÂNCIA DE ONTEM: INFÂNCIA DE HOJE?
É preciso aceitar: os tempos são outros. Se antes as crianças eram mais livres para brincar na rua sob os olhos vigilantes dos adultos, os vizinhos eram pessoas conhecidas e as principais ferramentas de difusão de informações eram a TV, o rádio, os jornais e as revistas, hoje essa cena mudou de configuração.
A questão é que, segundo a coordenadora pedagógica, Patrícia Ottoni, houve uma mudança na maneira como a sociedade se organiza. “Hoje em dia, as famílias não são, predominantemente, nucleares (constituídas por mãe, pai e filhos), possuem diferentes configurações (filhos que moram só com a mãe ou só com o pai, com os avós e tios, filhos de casais homossexuais). Nesses novos arranjos familiares, cada integrante desempenha o papel que lhe é mais propício, pouco fundamentado nas questões de gênero. Também vivemos a era das tecnologias da informação: a comunicação entre as pessoas ocorre em alta velocidade e o acesso à informação é quase que ilimitado. As crianças e os adolescentes passam maior tempo sozinhos e com acesso facilitado a essas tecnologias, ocupando seu tempo, principalmente,  nas redes sociais e com os games virtuais. Por isso, crescem vislumbrando diferentes horizontes, possibilidades, oportunidades, conflitos e problemas”, afirma Patrícia Ottoni.
Além disso, as crianças de hoje  recebem estímulos que seus pais e avós não vivenciaram na mesma idade. As mídias veiculam ícones que refletem os valores de beleza e de sensualidade. As letras das músicas, as novelas, os seriados, os filmes e a própria moda que permeiam o universo das crianças e dos adolescentes enobrecem e incentivam o erotismo e a sexualidade. “Diante desse contexto, é necessário que haja uma orientação constante dos adultos responsáveis por essas crianças e isso só é possível quando há possibilidade de diálogo entre eles” conclui a pedagoga Patrícia Ottoni.

 Por Laís Vedovato
Acessem a matéria no site da revista Las.Los (http://www.revistalaslos.com.br/infantil/criancas-tambem-se-apaixonam/)


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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aprender a aprender: Fatores que influenciam a aprendizagem

Como vimos no post "Por uma ação educativa intencional"  precisamos ter clareza de qual modelo epistemológico está baseada a nossa prática formativa. Entretanto, apenas conhecer estes modelos não é suficiente para melhorar a qualidade da relação de ensino-aprendizagem.

É preciso mais... É necessário conhecer os processos de aprendizagem e os fatores que os influenciam.

Fator Hereditariedade
Gostaria de discutir um pouquinho sobre esta IDEIA. Esta reflexão partiu de uma aula sobre "Desenvolvimento Cognitivo" que participei no curso de pós graduação "Relações Interpessoais na escola e a construção da autonomia moral" (já foi indicada aqui no IDEIAS PEDAGÓGICAS, na sessão Forme-se, de fevereiro de 2012)


Para começar, vale ressaltar, que essas IDEIAS baseiam-se na epistemologia genética, tendo como referência principal Jean Piaget, que busca desvendar os aspectos fundamentais na formação do conhecimento. Esta teoria está relacionada ao modelo pedagógico relacional.

Segundo esta abordagem, existem alguns fatores que são influenciadores no processo de construção de conhecimento, mas não são determinantes, tais como:

Fator: Experiência Física
- Hereditariedade: são as condições genéticas ou biológicas que o indivíduo dispõe ou não e que influenciam no seu desenvolvimento maturacional.
- Experiência física: ação sobre o objeto, o “fazer mecânico”.
- Transmissão Social: são as informações construídas e historicamente acumuladas que passam de geração para geração.

Esses fatores não são suficientes para garantir a aprendizagem pois dependem das relações que o sujeito é capaz de estabelecer ou não com o objeto de conhecimento.

Um exemplo que ilustra esta contribuição da Epistemologia Genética é a questão do processo de alfabetização.  
Fator: Transmissão Social

Vamos imaginar uma criança em processo de alfabetização. Esta criança tem conhecimentos provindos da :
- hereditariedade ( capacidade de ver, mãos que permitem a prensão do lápis); 
- da experiência física ( manuseio dos livros e outros suportes de leitura, interação física com todos os recursos que estão em um mundo letrado, manuseio de um alfabeto móvel); 
- da transmissão social (informação de que usamos letras para representar os sons, que a escrita é uma forma de comunicação). 

Partindo desses conhecimentos, a criança até chegar na escrita ortográfica das palavras precisa estabelecer relações e atribuir significados ao sistema de escrita. Deste modo, em um momento deste processo, ela pode escrever P R D para representar através da escrita o objeto PAREDE e ser suficiente para ela, mas não para a escrita convencional da palavra. Isto é, apesar de possuir os conhecimentos que a hereditariedade, a experiência física e a transmissão social lhe possibilitaram, estes não foram suficientes para que a criança entendesse o sistema de escrita nos termos convencionais. Esta compreensão só ocorrerá quando o objeto de conhecimento (sistema de escrita) lhe oferecer resistência a sua hipótese ( utilizar apenas uma letra para representar a sílaba) fazendo com que ela entre em desequilíbrio com o conhecimento que já tem sobre a escrita. Deste modo ela poderá assimilar, acomodar e adaptar este novo conhecimento (usamos mais de uma letra para representar os sons e formar as palavras= PAREDE). 
Fonte: www.cantinhocriativodalu.blogspot.com


Ao processo de entrar em conflito com suas hipóteses prévias, assimilar novas informações, modificar seus esquemas, estabelecendo um novo comportamento, a epistemologia genética denomina equilibração.

Portanto, podemos concluir que a hereditariedade, a experiência física e a transmissão social são fatores importantes e influenciadores, mas o que determina a formação do conhecimento é o processo de equilibração.

Por  fim, gostaria de salientar a importância de oferecermos em nossa sala-de-aula diferentes oportunidades para que o aluno aja sobre o que se quer conhecer/aprender e para que reflita sobre suas ações, estabelecendo novas relações e coordenando novas ações e comportamentos.

Por Pati Ottoni e (algumas colegas que contribuíram para esta IDEIA) Adriana Calefi, Ana Cláudia, Ariane e Célia Sulato.

IDEIAS interessantes para visitar (peguei as imagens desses links):



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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Desconstruindo a Violência na Escola

Olá Pessoal!


No dia 15 de agosto teremos mais um "Fórum Desafios do Magistério" na UNICAMP. O tema da vez é "Desconstruindo a Violência na Escola:  O que a realidade da escola básica traz à universidade e o que a universidade tem a contribuir para com a escola básica" , tendo como um dos organizadores o GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral) da FE-UNICAMP.


Confiram algumas das apresentações:


- As dificuldades do cotidiano escolar e o  bullying: seriam todas violências?         
   Profa. Dra. Luciene Regina Paulino Tognetta


- Escola e família: o olhar para o conflito como oportunidade de desenvolvimento                                                                                         
   Profa. Dra. Telma Pileggi Vinha 


- A superação da indisciplina e da violência na escola pela gestão participativa     
   Profa. Dra. Ana Maria Falcão de Aragão


O tema que será discutido é uma grande preocupação dos educadores. Como falar sobre ele focando na busca por soluções ao invés das lamentações e afirmações fatalistas? Participar desse fórum pode ser um excelente caminho!


Clique aqui e confira a programação completa.

Para mais informações:
www.gepem.org
http://foruns.bc.unicamp.br/foruns/


Fica a dica!


Por Pati Ottoni



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domingo, 5 de agosto de 2012

Ideias Pedagógicas no TOPBLOG2012

O Ideias Pedagógicas está participando do prêmio TOP BLOG 2012.

Para ajudar o Ideias nesta conquista, basta clicar no selo do TOPBLOG 2012 e fazer seu voto valer!

Ajude a divulgar essa IDEIA PEDAGÓGICA!

Um abraço!!!!

Pati Ottoni