segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ideia de Leitura: Guilherme Augusto Araujo Fernandes


"Que criança adorável que me traz essas coisas maravilhosas", pensou D. Antônia.
E então ela começou a se lembrar.
Mem Fox em   Guilherme Augusto Araujo Fernandes

O que é Memória? 
Como você explicaria para seus alunos ou seus filhos?
Esta é a pergunta que esta história nos traz. Um tema delicado e importante para ser trabalhado com nossas crianças.

Guilherme era um menino que morava ao lado de um asilo e era muito amigo de D. Antônia. Aconteceu que um dia D. Antônia perdeu a memória... Agora Guilherme Augusto Araujo Fernandes, tinha duas tarefas: Descobrir o que é memória e Recuperar a memória perdida de D. Antônia!

Além de nos remeter ao tema Memória, o enredo abre muitas possibilidades para o trabalho  sobre o distanciamento e as possibilidades de aproximação entre gerações.

Que tal um projeto sobre a história da cidade contada através das memórias dos munícipes idosos? Pode ser os avós, os vizinhos velhinhos ou porque não uma visita ao asilo da cidade para ouvir e registrar essas histórias???

A história foi escrita por Mem Fox e as ilustrações são de Julie Vivas.

O livro pode ser encontrado aqui:
Estante Virtual por R$ 25,90
Submarino por R$39,90

Espero tenham gostado!!!

Abraço apertado

Pati Ottoni

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terça-feira, 24 de julho de 2012

O Cinema e a Educação do olhar

Professores e educadores como temos utilizado o cinema na escola? Temos utilizado o cinema na escola?
Ora, sabemos que muitos educadores (inclusive eu) julgam difícil  inserir esta forma de arte no cotidiano da escola, porém sabemos também que seria um excelente recurso.

Hoje, vim divulgar uma oportunidade muito, muito, muito bacana para conhecermos mais sobre este tema: "Cinema e Educação". Trata-se do II Encontro "Cinema, História e Educação: o cinema e a educação do olhar" organizado pelo colega e Prof. Ms. Ricardo Pereira (super recomendo).

Confiram a programação:


Educar pelo cinema ou utilizar o cinema no processo escolar é ensinar a ver diferente. É educar o olhar. É decifrar os enigmas da modernidade na moldura do espaço imagético. Consumidores de imagens em geral são espectadores passivos. Na realidade, são consumidos pelas imagens. Aprender a ver cinema é realizar esse rito de passagem do espectador passivo para o espectador crítico. Mas, apesar de ser uma arte centenária e muitas vezes ao longo da história ter sido pensado como linguagem educativa, o cinema ainda tem alguns problemas para entrar na escola. A maioria das experiências ainda se prende ao conteúdo das histórias, sem discutir os outros aspectos que compõem a experiência do cinema. Nesta nossa proposta desejamos atingir não apenas o professor interessado em iniciar-se no uso do cinema na sala de aula, mas também aquele que deseja incrementar sua didática, incorporando filmes como algo mais do que ‘ilustração de aulas e conteúdos’. 

Objetivos:
- Iniciar professores na História e na Linguagem do Cinema com o objetivo final de utilizá-lo em sala de aula seja como recurso didático seja como fonte de conhecimento;
- traçar um panorama histórico do Cinema e sua recepção;
- apresentar os elementos básicos da Linguagem Cinematográfica;
- estimular a utilização do cinema como ferramenta pedagógica;
- discutir a função pedagógica do cinema a partir dos próprios filmes;
- apresentar cineastas e obras;

Conteúdo Programático:
- As Origens do Cinema: os Primeiros Filmes
- As Vanguardas dos Anos 1920 (expressionismo alemão, montagem soviética, impressionismo francês, surrealismo)
- A Transição do Cinema Mudo para o Sonoro
- Hollywood e a Indústria do Cinema
- O Cinema do Pós-Guerra (neo-realismo italiano, nouvelle vague, cinema novo)
- O Cinema Hoje
- Técnicas e linguagens: do roteiro à montagem
- Exercícios de Análise Fílmica

Público-alvo:
Destinado a Estudantes de Pedagogia, Pedagogos, Professores dos Ensinos Fundamental e Médio e demais interessados na relação entre o Cinema e a Educação.

Dinâmica do Curso:
Estão previstos 12 (doze) encontros dedicados à História do Cinema, à Linguagem Cinematográfica e à Análise de Filmes através de aulas expositivas, dinâmicas e exibições de filmes. Os encontros acontecerão uma vez por semana (às segundas-feiras), das 19h às 22h30. Os concluintes terão direito a certificados.

Quando: de 13 de Agosto a 26 de Novembro.

Onde:
Faculdade de Educação/Unicamp
Auditório “Prof. Maurício Tragtenberg” (Biblioteca da FE)
Av. Bertrand Russell, 801
Cidade Universitária ‘Zeferino Vaz’
Campinas/SP

As inscrição ainda não estão abertas e as vagas são limitadas, apenas 25, por isso fiquem atentos.

Inscrições:

Não percam essa oportunidade de formação!!!

Um abraço
Pati Ottoni



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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ideia de filme: Peixe Grande e suas histórias maravilhosas

"se um peixe-dourado é mantido num pequeno aquário ou compartimento, ele não crescerá. E que com mais espaço, este ser pode dobrar, triplicar e até mesmo quadruplicar seu tamanho" - Peixe Grande e suas histórias maravilhosas

Cena do filme Peixe Grande e suas histórias maravilhosas


Peixe Grande e suas histórias maravilhosas é um filme com direção de Tim Burton (adoro!) estreado em 2003. O enredo foi baseado na história de Daniel Wallace. 

Eduard Bloom nasce em uma pequena cidade na Carolina do Sul e por conta de uma doença, passou um longo período de cama na infância. Durante este tempo leu toda a Enciclopédia Mundial. 

Quando jovem percebeu que, tal qual um peixe-dourado, precisava de mais espaço: a cidadezinha na Carolina do Sul estava pequena para suas ambições. Assim Eduard parte para uma viagem ao redor do mundo, em sua jornada vive histórias incríveis.

Cena do filme Peixe Grande e suas histórias maravilhosas
Mais tarde, Ed Bloom se torna um contador de histórias narrando o que viveu, mistura fantasia e realidade, pois para ele o que importa é a maneira como as coisas são contadas. Porém, seu filho Will se sente magoado porque acredita ter ouvido sempre histórias maravilhosas de seu pai, porém pouco reais.

Quando Eduard Bloom adoece sua esposa liga para Will que segue ao encontro do pai, disposto a entender a sua real história de vida. Este encontro rende lindas lições e muita emoção!!!

É uma história surpreendente e, realmente, maravilhosa. 

Cena do filme Peixe Grande e suas histórias maravilhosas
Afinal: O que tem de real nos fatos que contamos? O que tem de imaginário em nossas lembranças? Como contamos as histórias de nossas vidas?

Vale a pena apreciar!!!

Um abraço

Pati Ottoni



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domingo, 15 de julho de 2012

Atendimento educativo à infância e à juventude no terceiro setor e a função do coordenador educacional

Olá pessoal!

Este foi o texto publicado no Ciranda3, blog da queridíssima e minha amiga do coração Tássia Siqueira, na semana passada. Espero que gostem!!!
O blog Ciranda3 já foi dica do Acesse! e é de muita qualidade, passem por lá: www.ciranda3.blogspot.com


Atendimento educativo à infância e à juventude no terceiro setor e a função do coordenador educacional



Podemos considerar as ONG’s (Organização Não Governamental) como uma organização civil que presta serviços humitários e de interesse público. Essas entidades surgem a partir de uma demanda social que não foi totalmente suprida pelo Estado.
As ONG’s constituem o terceiro setor, ou seja, não são empresas privadas, nem vinculadas ao governo. Possuem autonomia em relação a sua gestão, podem angariar recursos financeiros das iniciativas privadas e do próprio governo e oferecem um serviço público e necessário.
As instituições do terceiro setor têm consolidado sua atuação em várias áreas: saúde, meio ambiente, geração de renda, difusão cultural etc. Entretanto, gostaria de apresentar alguns tópicos em relação às organizações que operam no campo da educação, especialmente, na formação de crianças, adolescentes e jovens e à função do coordenador educacional neste contexto.
Inicialmente as organizações sociais que atendiam ao público infanto-juvenil precisavam acolher a uma demanda  de mães que necessitavam de trabalhar e não podiam atuar integralmente na criação dos filhos, ou, de famílias que não tinham condições para assumirem a educação de seus pequenos.
Assim, o trabalho  nessas entidades estava focado na ocupação do tempo dos infantes (muitas vezes com atividades relacionadas à educação religiosa, ao reforço escolar, ao artesanato, à música, às  atividades esportivas)  e nos cuidados de higiene e de saúde. As pessoas que colaboravam neste atendimento, em sua maioria, eram cuidadores ou especialistas do esporte, da arte ou da saúde, sem uma formação específica na área da educação
Podemos denominar este tipo de atendimento como assistencialismo. Em uma prática assistencialista o foco principal é o cuidar. Por ser uma ação espontaneísta não existe uma intenção definida em relação à formação dos sujeitos.
Nessa estrutura organizacional todos estão voltados diretamente para o público atendido. Não há uma clareza de funções e objetivos a serem alcançados, trabalha-se para resolver os problemas que surgem no decorrer do dia-a-dia, sem a preocupação de entender as causas e consequências desses problemas.
Nesse contexto, a função do  coordenador educacional envolve as tarefas de manter a disciplina das crianças e adolescentes, fazer reuniões com pais, organizar eventos comemorativos e supervisionar o trabalho dos educadores.
Portanto, não há a necessidade de uma estrutura de gestão das ações e das pessoas, ou seja, não se planeja e executa projetos a fim de visualizar metas e conquistas. Não há a preocupação em avaliar o caminho percorrido, enfim, não há reflexão sobre a prática.
Um dos efeitos colaterais desse tipo de atendimento é que o assistencialismo não contribui para promover a transformação de realidades do público atendido. Por se tratar de um auxílio repetitivo não permite que o indivíduo mude a sua condição de carente e nem tome consciência de suas potencialidades.
Ainda hoje, podemos encontrar muitas entidades que mantêm uma prática assistencialista de atendimento, caracterizada por uma filantropia momentânea, ou seja, sem um acompanhamento processual.
Entretanto, os tempos são outros. Os acontecimentos do século XX e XXI e a era das tecnologias da informação trouxeram uma nova organização da vida, com outras possibilidades, problemas e demandas. Podemos, de forma superficial e rápida, citar:
·         As mulheres conquistaram seu espaço no mercado de trabalho e se dedicam cada vez menos a manutenção do lar;
·         Há uma reorganização dos arranjos familiares: existem configurações diferentes de famílias, em que cada um ocupa o papel que lhe é mais propício, pouco fundamentado nas questões de gênero;
·         A comunicação entre as pessoas ocorre em alta velocidade e o acesso à informação é ilimitado, mas isso não significa informação de qualidade, nem construção de conhecimento;
·         O consumismo exacerbado impera e como consequência os recursos naturais estão se esgotando;
·         A escola, importante instituição de regulação social, vive um processo de precarização do ensino e de formação dos alunos.
·         As crianças e os adolescentes passam maior tempo sozinhos e com acesso facilitado às tecnologias da informação, ocupando seu tempo nas redes sociais virtuais e com os games.
Diante dessa sociedade, podemos concluir que a principal demanda destes tempos  é a formação de pessoas  capazes de viver em um mundo instável sem se tornarem volúveis, que sejam capazes  pensar sobre suas ações, interagir consigo mesmo e com o outro, selecionar informações construindo conhecimento e tomar decisões fundamentadas em princípios éticos
Perante esse cenário, em relação às organizações sociais, percebemos que um atendimento assistencialista não conseguiria suprir as demandas que a sociedade, da forma como está organizada, nos impõe.
As ONG’s precisam reestruturar suas ações. Isso significa romper com um ciclo de repetição de atividades e iniciar um novo ciclo de planejamento, desenvolvimento, monitoramento e avaliação de ações. A reflexão sobre a própria prática é uma postura essencial nesse processo:
·         Quem somos?
·         Que visão de mundo temos?
·         Quais sujeitos queremos formar?
·         Onde queremos chegar?
·         Quais são os valores que buscamos praticar?
·         Qual é o impacto que as nossas ações produzem nos sujeitos e na comunidade?
A partir desses questionamentos elucida-se a intencionalidade das atividades, isto é, pelo o quê e por que a organização trabalha. Desse modo, as tomadas de decisão passam a ser baseadas no conceito de pessoa e de sociedade que se busca construir, ou seja, a partir de um projeto político.
Nesse sentido, o coordenador educacional assume um novo escopo de função. Sua incumbência é alinhar a equipe de educadores com a missão, visão e valores organizacionais, propor formações para seus colaboradores de acordo com os objetivos estratégicos da instituição e organizar, monitorar, avaliar ações dentro do projeto político. Seu foco direto são os educadores e, indiretamente, o público atendido.
Para que esta função seja realizada com qualidade é recomendado que seja desempenhada por um profissional que estuda o campo da educação e do terceiro setor e que tenha facilidade em motivar e desenvolver pessoas. Em concomitância e em parceria a este trabalho, outras áreas vêm agregar valor como a assistência social, a psicologia, a gestão organizacional, a captação de recursos etc, cada profissional contribuindo, a partir do seu enfoque, para a construção de uma entidade coesa, profissional e qualificada.
Este movimento envolve uma mudança de paradigma, pois é preciso abrir mão de antigas práticas e crenças e vislumbrar novos horizontes. Isso só se torna possível quando nos dispomos a possibilitar um ambiente organizacional reflexivo, cooperativo (não de autoritarismo), de construção (não de transmissão) de saber, primeiro entre os gestores e colaboradores, e depois, entre atendidos. Afinal, como diria Mahatma Gandhi “Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.”


Por Patricia Ottoni

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ciranda 3: Ciranda do Conhecimento e Ideias Pedagógicas - Confiram!!!

Ciranda 3: Ciranda do Conhecimento: Depois de longo tempo, retomo a página do Ciranda do Conhecimento , apresentando a vocês o texto de uma pessoa muito especial pra mim. Patríciamais conhecida por Pati, foi minha colega de trabalho há algum tempo e tornou-se uma grande e importante amiga. 




Por Patricia Ottoni 
Autora do Ideias Pedagógica (www.ipedagogicas.blogspot.com)









segunda-feira, 9 de julho de 2012

O que faz uma criança feliz?

A busca maior do ser humano é ser valor, é viver uma vida que faça sentido, é viver melhor e ser feliz. Resumindo: O ser humano vive em busca da felicidade. 

Pois bem, navegando pelas notícias na internet deparei-me com uma pesquisa, encomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e realizada pela Datafolha. Foram entrevistados 1525 meninos e meninas de 04 a 10 anos, em 131 municípios do país, tendo como  pergunta norteadora " O que faz uma criança feliz?"

Os pequenos nos ensinaram que não são os brinquedos caros, nem os passeios fantásticos, nem os programas (que passam horas assistindo) da TV, muito menos, a internet e outras tecnologias. As crianças disseram que o mais importante para a  felicidade é o carinho dos pais, fazer aniversário, confraternizar com os familiares e estar com os amigos. 

E mais:

 "Para a surpresa dos pediatras, não há diferenças regionais nas respostas. O que faz um pequeno recifense feliz é o mesmo que põe um sorriso no rosto de um carioquinha." - Juliana Colares no Diário de Pernambuco

Todos os itens citados pelos pequenos tratam das relações entre as pessoas, da boa convivência, da simpatia e do amor. 


Educadores, prestem atenção, esta é a dica das crianças: "Esses ingredientes são insubstituíveis na formação de pessoas melhores e felizes"
Vídeo por Juliana Colares por Diário de Pernambuco
Um abraço,

Pati Ottoni

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Por uma ação educativa intencional

A intencionalidade na ação do professor é quesito de suma importância. Porém, isso só se torna possível se conhecer a raiz de nossas ações, ou seja, em que está fundamentada a nossa prática. É uma opção ideológica ou, apenas, uma repetição?

No texto “Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos” o autor Fernando Becker trata, de maneira competente, dos pressupostos teóricos que contribuem para fundamentar as práxis pedagógicas.

Segundo o autor, a ação do professor não é gratuita ela se baseia em uma epistemologia, isto é, um conjunto de saberes ou uma explicação sobre o desenvolvimento do conhecimento. Entretanto, essa fundamentação teórica pode não ser consciente tornando a prática docente arbitrária ou não-intencional.

De maneira geral, podemos citar três correntes epistemológicas que são mais recorrentes na prática educativa: diretiva, não-diretiva e relacional.

O modelo pedagógico diretivo é angariado pela teoria empirista. Como principais características podemos observar o monopólio da palavra por parte do professor, a necessidade do silêncio, da quietude e a presença do autoritarismo. O professor ocupa o lugar daquele que ensina e que, por isso, detém todo o conhecimento, acredita que seu papel é transmitir o conhecimento para o aluno. Já o discente é uma tabula rasa, sem nenhum conhecimento prévio, ou seja, deve ocupar um lugar passivo nesta relação.

A pedagogia não-diretiva, fundamentada na epistemologia inatista, acredita que o aluno já traz consigo todo o conhecimento e que este, apenas, precisa ser despertado. O professor tem a função de facilitador, intervindo o menos possível. O aluno aprende por si mesmo em um laissez-faire. A carência cultural é entendida como um déficit do individuo, como se lhe faltasse algo ou possuísse um retardo cognitivo e que não o permitiria avançar no desenvolvimento.

Já no modelo pedagógico relacional, o aluno problematiza a sua ação e reflete sobre ela. O professor age intencionalmente e tem consciência de que são necessárias duas condições para que o aluno aprenda:
a                         a-  que o aluno aja sobre o objeto de conhecimento
b               b- que o aluno entre num movimento de tentar internalizar as novidades daquele objetivo, dinamizando seus esquemas anteriores.

Nesta linha, a aprendizagem é sinônimo de construção; o aluno é entendido como protagonista e portador de uma história de vida e há a presença de uma autoridade intelectual.

É importante que o professor conheça as considerações teóricas acerca da pedagogia e que tenha uma postura de crítica epistemológica, ou seja, tome consciência de quais pressupostos teóricos  fundamentam a sua prática. Caso isto não ocorra estará fadado a repetir modelos pedagógicos fundamentados no senso comum. Além disso, o objeto de trabalho do professor é o conhecimento e, por isso, sua prática exige uma postura intencional e consciente.
Por Patrícia  Ottoni

Texto base: BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Revista Paixão de Aprender. Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre.





Fernando Becker
É professor da Faculdade de educação e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS