quarta-feira, 27 de junho de 2012

Indignação: Professora sugere que pais usem cinta e vara para educar aluno - Sumaré‏

É fato que precisamos rever/definir qual é o modelo de plano de carreira para os professores no Brasil. Qual é o investimento na formação do professor, em suas condições de trabalho? Até que ponto a estabilidade do serviço público na educação proporciona um impacto positivo na qualidade do ensino?

Segue uma reportagem que mostra um absurdo na relação escola-família, consequência da má formação do professor e da falta de uma estrutura de educação de qualidade no país.


Professora sugere que pais usem cinta e vara para educar aluno - Sumaré‏
Fonte: Globo - G1

Os pais de um menino de 12 anos acusam uma professora de português de uma escola municipal de Sumaré (SP) de sugerir o uso de 'cintadas' e 'varadas' como forma de educar o filho. Em um bilhete em papel timbrado da Escola Municipal José de Anchieta, a educadora solicita que os pais conversem com o aluno porque o garoto estaria tendo comportamento inadequadro na sala de aula. Em observação escrita à mão, a professora diz que, caso a conversa não resolvesse, a alternativa seria partir para a agressão. "Quer conversar com o seu filho? Se a conversa não resolver. Acho que umas cintada vai resolver (sic)", escreve a professora.


O texto tem erros de concordância verbal e termina com outra sugestão. "Esqueça tudo o que esses psicólogos fajutos dizem e parta para as 'varadas'", completa o bilhete. A denúncia e a cópia do documento foram enviadas para o VC no G1. De acordo com os pais, o menino, que está na 5ª série do ensino fundamental, tem dificuldade de aprendizado, diagnosticada há cerca de dois anos.
Em bilhete, professora de escola municipal de Sumaré sugere que pais usem cinta e vara para educar aluno (Foto: Reprodução EPTV)
Bilhete em que professora sugere que pais usem

cinta para educar aluno (Foto: Reprodução EPTV)

O estudante iniciou tratamento com psiquiatras e psicólogos para ajudá-lo nos estudos, o que, de acordo com o garoto, virou motivo de perseguição da professora na sala de aula. "Ela fala que eu preciso tomar remédio, que eu tinha problemas mentais e que nunca vou ser nada na vida", relata o garoto. "Eu achei o bilhete um absurdo. Ela mandou meus pais me agredirem e isso não é adequado para uma professora", completa.

Depois de receberam o bilhete no começo deste mês, os pais decidiram fazer uma reclamação formal à diretoria, mas a escola não se posicionou a respeito até sexta-feira (22), de acordo com o pai do estudante. "Chegou em um ponto absurdo. Ela (a professora) tem conturbado ainda mais o andamento escolar dele, que já tem dificuldade de aprendizado. A gente sempre soube que ele tinha dificuldade, mas ele sempre esteve lá, estudando", diz o comerciante André Luis Ferreira Lima.

Os pais dizem que o filho é vítima de bullying. "Coisas que ela deveria falar em um ambiente particular, ela fala em frente aos alunos. A classe toda pega no pé dele, porque a própria professora fica o ofendendo. Não é porque o aluno tem dificuldade que a professora pode rebaixar alguém na sala de aula", conta André Lima. A mãe do garoto, Lucineide Ferreira Lima, conta que o filho pediu para trocar de escola por causa da postura da professora. "Se ele precisa de ajuda, não é com 'varadas' e 'cintadas' que eu vou fazer isso. A ajuda dos psicólogos e psiquiatras tem sido boa, ele tem melhorado e se sentido bem. E é assim que vamos educá-lo", defende a mãe.

Ainda em nota, a secretaria afirma que uma psicóloga conversou com todos os professores da 5ª série, inclusive com a professora que enviou o bilhete, mas alega que desde quinta-feira (21), a mãe do aluno não retorna as ligações da escola. Os pais dizem que passaram todos os números de telefones da família, que foram disponibilizados para o contato. O aluno está frequentando as aulas normalmente. A professora também continua lecionando e ainda não foi afastada da função.
Em nota, a supervisão da Secretaria Municipal de Educação de Sumaré diz que a direção está tomando as providências administrativas sobre o fato. De acordo com a direção da escola, "a professora enviou o bilhete sem o conhecimento do grupo gestor da escola. A regra diz que todo bilhete deve passar antes pela orientação ou coordenação".
G1 tentou conversar com a educadora, mas ela não foi encontrada para falar sobre o assunto
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Um abraço
Pati Ottoni

terça-feira, 19 de junho de 2012

Lalá: A menina do cabelo cor de cenoura

"Embaraçado, enroladinho, um enroscado roda-moinho, um turbilhão, um torvelinho... Foguinho, vassoura e cor de cenoura!" essa é a IDEIA que Lalá fazia de seus cabelos e isso a deixava bem triste...

Esse curta, muito interessante,  trata de maneira divertida e irreverente de uma garota que não gostava de seus cabelos e fazia de tudo para mudá-lo. Um tema bastante atual e relevante que ajudará nossos alunos a refletirem sobre os padrões estéticos, sobre a moda, sobre beleza e sobre identidade.

O curta pode ser encontrado no site Porta Curtas da Petrobras ou pelo link:

Vale a pena conferir esta IDEIA!

Um abraço

Pati Ottoni

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Forme-se: "Escola, torna-te o que és"

Olá pessoal!


De 10 a 13 de setembro em Águas de Lindóia teremos um evento muito bom! Trata-se do Encontro Nacional de Professores do PROEPRE, uma realização do Laboratório de Psicologia Genética da UNICAMP, com apoio da UFPR , da UNESP e da UFRGS.


Em três dias de intensa formação seremos provocados a refletir sobre a escola que temos e a escola que queremos. "Olhando atentamente para a realidade de sua escola que imagem você consegue fazer? Vai tudo bem? Para que existe mesmo a escola? Sua escola consegue realizar de maneira efetiva a missão de educar as novas gerações tendo em vista as exigências do mundo atual?"


Confiram os eixos temáticos dessa formação:

Eixo 1 – Repensando a Escola

Eixo 2 - Escola e constituição do sujeito

Eixo 3 - Práticas pedagógicas do contexto escolar

Eixo 4 – Currículo e gestão

Vejam quem já confirmou presença:
  • Adrián Dongo Montoya
  • Fernando Becker
  • Jean-Marie Dolle
  • Lino de Macedo
  • Luciene Togneta
  • Maria Inês Fini
  • Retha De Vries (Presença dependerá de seu estado de saúde)
  • Telma Vinha
Para maiores informações: (19) 3521 5584       //             (19) 3521 5589      

Quer receber os eixos temáticos com o conteúdo completo? Mande um e-mail para ideiaspedagogicas@hotmail.com e solicite.

Um abraço

Pati Ottoni

segunda-feira, 4 de junho de 2012

IDEIAS do Calvin


Procure imaginar: Qual seria seu sentimento se você estivesse no lugar de Calvin?

Isso nos mostra que as palavras dos outros influenciam no conceito que as pessoas tem de si mesma. Esse fato é muito importante quando pensamos na função do professor como profissional que atua com pessoas em formação.

Por isso, em minha opinião, se faz cada vez mais necessário que re-pensemos nossa maneira de nos comunicarmos com nossos alunos. Precisamos ter clareza de que todas as nossas ações transmitem mensagens que podem ser diretas ou indiretas, ajudar ou prejudicar o processo educativo dos nossos educandos.

Pensando nisso selecionei algumas dicas que podem nos ajudar a iniciar uma reflexão sobre as palavras que dirigimos aos nossos alunos.

- Diante de um problema ou conflito fale sobre a SITUAÇÃO e não sobre personalidade ou caráter.
- Procure DESCREVER os fatos como são sem emitir juízos de valor
- Seja BREVE e FIRME, ao invés de curto e grosso.
- Procure RECONHECER os sentimentos dos seus alunos

Retomando a tirinha:
Ao invés de: "Não fique chorando, bebezão, trabalhe mais duro para aumentar os indicadores"
Que tal: "Percebo que você ficou chateado com seus indicadores Calvin!"
E ainda: "O que podemos fazer para melhorar isto?"

E agora, quais seriam seus sentimentos? Será que o fim da história seria o mesmo?

 Vale lembrar que está é uma síntese que pode se tornar reducionista caso não nos aprofundarmos no tema. Por isso, leia sobre o assunto, pesquise e treine, treine muito. Melhorar nossa comunicação envolve motivação, dedicação e mudança de postura. Ora, isso não é fácil, pelo contrário, é bem difícil,  mas lembrem-se: 
                   "Nós devemos SER a mudança que queremos ver no mundo!"- Ghandi

Um abraço
Pati Ottoni