quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Luto

Hoje aconteceu um ABSURDO! 
Um garoto de 10 anos atirou na professora e depois se matou. O que está acontecendo com as relações humanas?
Professores, esta luta também é nossa. É uma luta que vai para além de melhorias para uma classe profissional, por melhores salários ou benefícios. É uma luta pelo ser humano, tão legitima e justa quanto as outras.
Vamos nos incomodar com isso, nos posicionar e agir para uma mudança de postura.


Eu espero que mais pessoas demonstrem indignação com o ocorrido.


Não podemos nos acostumar com a violência e a crueldade.  Por favor, vamos nos enxergar, VER uns aos outros!!! 


Precisa-se mais que nunca de se SER HUMANO! 


SEJA!

sábado, 10 de setembro de 2011

Trabalho em grupo

Sabemos da importância do planejamento ao propor uma atividade para a classe. Nos trabalhos em grupo essa necessidade se faz ainda mais pertinente.
Os agrupamentos devem ser produtivos. Para tanto, o professor tem que ter clareza dos  objetivos da sua proposta e escolher os grupos maneira intencional.
Devemos ter muito cuidado para que nenhum aluno se sinta excluído, sobrecarregado ou ocioso.
Selecionei algumas dicas que podem ajudar na hora de propor os agrupamentos:

·         A decisão de montar grupos é do professor e não apenas uma sugestão dos alunos, já que esta atividade deve ser muito bem planejada.
·         É importante pensar se o agrupamento é uma boa estratégia didática em relação aos  conteúdos e os objetivos a serem trabalhados.
·         Deve-se ter clareza de que o principal objetivo da atividade é a interação cognitiva e o avanço na aprendizagem, portanto deixar que os alunos se agrupem por afinidade não é um bom critério para a montagem dos grupos.
·         Para formar os agrupamentos é importante sondar o que cada aluno sabe sobre o tema de modo que os alunos se organizem em grupos que garantam um nível adequado de desafio e interação.
·         O professor deve atuar como mediador da aprendizagem passando pelos grupos, provocando reflexões, tirando dúvidas, mediando conflitos, sugerindo situações-problema, explicando as regras sobre cooperação entre os alunos e fazendo correções.

Por Pati Ottoni

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pense nessa IDEIA!

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos” - Fernando Pessoa

Salvador Dalí

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Assembleias: uma prática educativa para autonomia


Cada vez mais os educadores sentem que as crianças, adolescentes e jovens estão “perdidos” quanto aos valores morais e carecem de bom senso para avaliar suas próprias atitudes. Muitos professores relatam que seus alunos não demonstram preocupação com o bem comum e parecem não atribuir nenhuma importância às regras estabelecidas.

Resultado: indisciplina!
Quais estratégias podemos propor para minimizar estes efeitos e fazer com que os estudantes avancem na construção de saberes (inclusive os conteúdos relacionados aos valores) de maneira autônoma e positiva? As assembleias escolares podem ser um bom caminho...
As assembleias, de classe ou de nível, são  momentos em que o aluno é convidado a refletir sobre sua vida escolar, sobre a importância das regras, em que pode opinar e contribuir nas decisões da escola. 
Ao participar da “Assembléia” o aluno é protagonista no estabelecimento de regras e soluções, por isso, cria um sentimento de pertencimento ao grupo, passa a atribuir significado às regras e zelar pelo seu cumprimento. 
Além disso, nestes momentos o aluno aprende a se posicionar diante do grupo, aprende a ouvir, a esperar a sua vez, a decidir coletivamente, a zelar pelo bem comum, enfim, aprende sobre cidadania, valores e ética.
A seguir proponho uma metodologia para organização das assembleias:
1-    Colocar um caderno em sala de aula para que os alunos possam registrar suas contribuições seguindo os critérios “Eu critico”, “Eu elogio” ou “Eu sugiro”.
2-    Não é preciso que o aluno, professor ou membro da equipe diretiva se identifique. 
3-    Um dia antes da assembléia as contribuições devem ser recolhidas e o professor deve montar a pauta da assembléia. 
Exemplo:
Pauta da assembléia nº 01
Data:
10 de setembro de 2011
Eu elogio
Eu critico
Eu sugiro
Quem guarda os brinquedos no lugar certo
As pessoas que empurram na fila
Cachorro quente todos os dias no cardápio
A aula que fizemos sobre os cinco sentidos humanos
As pessoas que não sabem perder no jogo
Que ninguém empurre na fila
As pessoas que não brigam no intervalo
As pessoas que não passam a bola no futebol
Que todos joguem o lixo no lixo.
Encaminhamentos
Neste espaço devem ser registradas as pendências e combinados resultantes da assembléia.
4-    O professor deve mediar o momento da assembléia apresentando os assuntos, lançando questões, permitindo que todos participem e sintetizando os combinados.
5-    O professor, se necessário, pode pedir para que um aluno controle o tempo de fala de cada um (usando uma ampulheta ou cronômetro, por exemplo).
6-    A pauta e os combinados devem ser registrados em um “Livro Ata” e todos que participaram da assembléia devem assinar.
7-    Na próxima assembléia, seguir os procedimentos acima e retomar a ata da última assembléia
Fica a dica!


Um abraço,

Pati Ottoni




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

IDEIA de Leitura: As cem linguagens da criança

         Estranha mania a de pensar que tudo que é sério não pode ser divertido, de separar sentir e pensar, teoria e prática... Estranha mania de pensar fragmentado e não de maneira integrada... Esse poema é um retrato de uma prática educativa que evidencia a criança como ser integral. Nela, o processo educativo se baseia no experimentar o mundo e, a partir daí, construir conhecimento... Trata-se de um visão em que o "criançar" não é menor que o "adultoecer"!


As Cem Linguagens da Criança

A criança
é feita de cem.
A criança tem
cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.
Cem sempre cem
modos de escutar
as maravilhas de amar.
Cem alegrias
para cantar e compreender.
Cem mundos
para descobrir.
Cem mundos
para inventar.
Cem mundos
para sonhar.
A criança tem
cem linguagens
(e depois cem cem cem)
mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura
lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe:
de descobrir o mundo que já existe
e de cem
roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas
que não estão juntas.
Dizem-lhe:
que as cem não existem
A criança diz:
ao contrário, as cem existem.

Edwards, Carolyn.
IDEIA de Leitura: As Cem Linguagens da Criança, Carolyn Edwards, Lella Gandini e George Forman, 340 págs., Ed. Artmed