domingo, 21 de agosto de 2011

Todo ato de pesquisa é um ato político

Ter uma postura de produção de conhecimento é característica essencial para os educadores deste século. A partir dessa perspectiva, lanço algumas reflexões sobre pesquisa e educação:
Texto produzido com base em LUCKE, M.G e André, M., E., D., A. Pesquisa em Educação: Abordagens qualitativas. 1986, Ed. Pu.
Atualmente, usamos a palavra pesquisa para diversas finalidades: pesquisa de opinião, pesquisas escolares, pesquisas de tendências de mercado. Porém, muitas vezes essa diversidade de uso pode contribuir para um equivoco na compreensão do  conceito de pesquisa. Nas situações acima citadas, a pesquisa é entendida em uma concepção bastante limitadora como mera consulta de dados ou coleta de informações.
O conceito de pesquisa abrange, além de levantamento de informações, a construção de um novo conhecimento considerando o “estado da arte” anterior de determinado assunto. Ao fazer pesquisa o sujeito deve levantar dados e confrontar as informações com seu contexto social, com o momento histórico e com o conhecimento já elaborado da temática. Segundo LUCKE:
“Trata-se, assim, de uma ocasião privilegiada, reunindo o pensamento e a ação de uma pessoa, ou de um grupo, no esforço de elaborar o conhecimento de aspectos da realidade que deverão servir para a composição de soluções propostas aos seus problemas.” (1986, PP. 2)
A partir daí, podemos compreender a atividade de pesquisa em sua dimensão social, ou seja, a ação de pesquisar não está alheia às tendências de seu tempo histórico, o resultado da pesquisa não se configura como uma  verdade absoluta, mas como uma contribuição ao saber já sistematizado de um assunto em determinado momento da história.
Nessa perspectiva, vale ressaltar que a pesquisa está inserida no contexto do cotidiano humano, de sua dinâmica e de seus problemas. Por isso, o pesquisador não é um sujeito que dispõe de condições especiais ou foi “eleito” para tal atividade. A pesquisa é uma ação que pode ser realizada por qualquer profissional já que  trata das inquietações da vida cotidiana de um dado momento histórico. Entretanto, requer algumas habilidades e conhecimentos específicos para que seja efetivada.(1986, PP. 3)
Ao tratarmos de pesquisa em educação ou ciências humanas, esta relação com as complexas situações do cotidiano se torna ainda mais evidente. Porém, existem algumas abordagens de pesquisa que sugerem  tratar os problemas como um fenômeno físico na busca de isolar variáveis que influenciam determinados fenômenos.
Essas correntes, influenciadas pelo movimento positivista,   trazem a crença de que se é possível uma separação entre sujeito, objeto de conhecimento e pesquisador, pois busca-se a perfeita retratação da realidade pura, ou seja, a neutralidade científica. Além disso, o conhecimento não é imutável pois, como já dissemos, está inserido em um contexto dinâmico e é realizado historicamente.
Ao longo dos estudos em educação percebeu-se a inviabilidade de se realizar pesquisas com abordagens desse tipo, pois nesta área é difícil determinar uma causa que seja a única responsável pela ocorrência do fenômeno. Portanto, nessa abordagem e até mesmo na pesquisa experimental corremos o risco de não considerar importantes aspectos que compõem a complexa dimensão do processo educativo e assim não se chega a  descobrir soluções viáveis para os problemas dessa área.
A partir de então, iniciou-se a busca de novas alternativas para pesquisa em educação. Segundo Lucke:
“ Seria preciso buscar novas formas de trabalho em pesquisa, que partissem de outros pressupostos, que rompessem com o antigo paradigma e sobretudo se adaptassem melhor ao objeto de estudo considerado importantes pelos pesquisadores em educação” (LUCKE, 1986, PP. 6)
Nesta perspectiva, o papel do pesquisador é partir do conhecimento já elaborado da temática da pesquisa e contribuir para o crescimento do assunto, relacionando os dados do seu tempo com o saber elaborado, admitindo que este trabalho é um ato político e , por essa razão, traz consigo as peculiaridades do pesquisador e do momento histórico.
Desse modo, surgiram novos métodos de pesquisa, tais como: método survey de levantamento de dados, o design experimental, a pesquisa participante, a pesquisa-ação, a pesquisa etnográfica, o estudo de caso, entre outras. A tendência de foco para essas alternativas se configura nos problemas de ensino, ou seja, deixa de ser o contexto geral da educação e passa a objetivar, segundo o autor, as “raízes dos problemas em educação” (PP. 8)
Por fim, podemos concluir que houve um avanço nas abordagens de pesquisa na educação para que estas produzam resultados mais pertinentes e de contribuição eficaz para as soluções dos problemas dessa área.
Por Pati Ottoni

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Acesse: CIRANDA 3

Olá pessoal!
Estive um tempinho “off” mas estou de volta.

Hoje, a dica do “Acesse!”  é o blog de uma grande amiga e competentíssima captadora de recursos Tássia Vanessa Siqueira. A autora tem sido referência nessa área em Mogi Mirim e região por isso compartilha experiências com a segurança de quem tem “Know-how” em captação e terceiro setor.
O “CIRANDA 3”  reúne várias informações e dicas para quem precisa captar recursos para gerenciar e dar vida às organizações do terceiro setor. E, também, oferece orientações para empresas que gostariam de exercitar a “Responsabilidade Social”, mas não dominam a legislação e caminhos da área. Além disso, o site promove pesquisa de opinião e fornece dicas de leitura...