segunda-feira, 25 de julho de 2011

Redes de aprender: Terceiro Setor, Arte e Educação

Nesta semana, vamos conhecer algumas experiências do Terceiro Setor, seus impactos na realidade social, o uso da arte como ferramenta no processo educativo e a importância da articulação da escola, cultura e comunidade para promoção de redes de aprender. Para tanto, proponho uma reflexão acerca da escola, da arte e das ONG’s e alguns questionamentos:
A escola é uma instituição importante histórica e socialmente, pois tem em sua natureza a função de transmitir o saber elaborado e historicamente acumulado. Nesta perspectiva, podemos dizer que é na escola, principalmente, que garantimos  aos sujeitos a oportunidade de convívio entre os pares, do acesso ao letramento, ao saber socialmente valorizado, aos aspectos culturais e históricos de nosso povo e de nossas comunidades. Nessa instituição, podemos questionar valores, construir conhecimento e trocar saberes.
       A partir das teorias reprodutivistas  da educação, do manifesto da escola nova e  com o movimento de  democratização do acesso à escola amplia-se o debate acerca da incapacidade do sistema de ensino em atender a demanda de algumas camadas sociais. Nesse sentido, sabemos que a escola também pode reproduzir mecanismos de segregação, selecionar por êxito e eliminar por fracassos, avaliar desempenho segundo parâmetros arbitrários e reproduzir mecanismos de exclusão.
Ao longo dos anos foram se criando mecanismos, dentro da instituição escolar ou complementar a ela, para recuperação do baixo rendimento escolar apresentado por alguns alunos. Entretanto, em muitos casos, não se era avaliado quais eram as reais necessidades daquela criança, tampouco  se avaliava o que o aluno já sabia, qual a sua percepção do meio que o cercava e as re-significações que estabelecia com ele e o que ainda precisava aprender.
Através da medicalização do processo educativo a escola justificava seu fracasso em efetivar sua função com um grupo de alunos que ou não haviam se adequado àquele sistema de ensino ou por estarem sujeitos a uma situação adversa que impedia ou dificultava seu processo de construção de conhecimento.
Nesse cenário inicia-se uma reflexão, a partir da manifestação da sociedade civil, sobre as maneiras alternativas de efetivar com sucesso a função da instituição escolar. As entidades que atendiam as crianças, no contraturno escolar, com atividades de reforço escolar, ou seja, mera repetição da escola, iniciam um processo de ruptura e inovação desse sistema de assistência social.
Diante desse contexto, a arte surge como principal meio para educação e transformação das realidades, são introduzidas, colorindo as atividades cotidianas dessas instituições, o artesanato, a dança, o teatro, a música, o circo como possibilidades de oportunizar, para o público atendido, a sensibilização com o outro, a valorização da auto-estima, a recuperação da motivação em superar desafios, o fortalecimento do vínculo com a aprendizagem, enfim a sua emancipação como autores de sua própria história.
Entretanto, as manifestações artísticas trazem consigo seu caráter transgressor em que o tempo não é aquele cronometrado, em que o espaço de aprender encontra e cria regras criativas, em que o saber se relaciona, intrinsecamente, com o experimentar, com o fazer.
A dinâmica escolar, pelo contrário, valoriza a contagem e mediação do tempo, valida regras inflexíveis, dicotomiza o saber inteligível do saber sensitivo, separa teoria da prática. Na maioria das vezes, a prática escolar é oratória e não permite a vivência do saber sensitivo, ou seja, da relação do meu corpo com o mundo, do conhecimento do meio através dos meus diversos sentidos, da experiência artística.
Então, diante desse panorama, aparecem embates entre a prática valorizada cultural e historicamente pela escola e as práticas alternativas que surgem nos movimentos de base comunitários, de promoção e assistência social e de função complementar a escola. É nesse contexto que inquietações e questionamentos se estabelecem: De que maneira a experiência artística influencia no processo de produção de conhecimento? Qual é o impacto do trabalho com arte no processo de  escolarização dos sujeitos?

Por Pati Ottoni

domingo, 24 de julho de 2011

Forme-se: Matemática nas séries iniciais

A matemática, muitas vezes, se configura em um "Bicho de 7 cabeças elevado ao cubo vezes x - y" para muitos alunos e professores também. Por isso, a dica do espaço "Forme-se" é um mini-curso sobre essa área, tão importante, do conhecimento.

O Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da UNICAMP  junto ao Laboratório de Ensino da Matemática (LEM - UNICAMP) e a Extecamp ( Secretaria de Extensão da UNICAMP) estarão oferecendo um curso voltado para professores do Ensino Fundamental (1ª a 6ª série), professores de matemática e coordenadores pedagógicos sobre o ensino da "MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS POR MEIO DE ATIVIDADES INTERDISCIPLINARES".

Será um curso rápido de 8 horas e abordará os seguintes temas: Números inteiros e fracionários, grandezas, porcentagem, percepção e localização espacial, ângulos e idéia de proporcionalidade.

Você pode fazer sua inscrição até da 10/08/2011 e custa apenas R$ 52,00.

É uma excelente oportunidade de formação em uma grande universidade com profissionais de referência da área.
Para maiores informações sobre o curso e fazer sua inscrição, acesse:

Vale lembrar que o LEM/IMECC tem vários projetos voltados para produção de conhecimento e formação de professores na área da matemática.

Para saber mais acessem:


"Produzir conhecimento é o que há"

Por Pati Ottoni

sábado, 23 de julho de 2011

IDEIA de Leitura: Calendário Matemágico

O livro "Calendário Matemágico" de Heloísa Borges e Tânia Costa traz lindas  ilustrações de Rubem Filho. Além de uma bonita estética o livro contém um desafio matemático para cada dia do ano e a história da matemática. É uma excelente dica para o professor que deseja possibilitar a seus alunos momentos de aprendizagem e diversão e pode ser usado em todas as séries do Ensino Fundamental.


A obra tem como objetivo desenvolver o hábito dos alunos acompanharem dia-a-dia os seus compromissos; proporcionar a vivência de situações não padronizadas; incentivar os alunos a conhecer um pouco mais a história da Matemática e sobre os matemáticos; propor novo enfoque para o tratamento da resolução dos problemas e destacar a importância do desenvolvimento de diferentes estratégias para se resolver uma situação problema.

O livro custa em torno de R$ 28,00.

Por Pati Ottoni

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vá ao teatro!

A dica  dessa semana é um evento que vai acontecer em Mogi Mirim na Praça Chico Mendes.

Trata-se do projeto, "Em cena Brasil - Circuito Paulista 2011", de difusão cultural que utiliza um contêiner transformado em palco para apresentações de espetáculos de teatro, circo, música, oficinas, além de sessões de curtas-metragens.

A programação está recheada de entrenimento, arte e cultura atendendo crianças, jovens e adultos e tudo sem custo nenhum para população.

Confiram a programação:

A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Jogos como uma possibilidade de intervenção para superação das dificuldades em aprender

Na sala de aula, nas clínicas e em instituições de ensino nos deparamos com muitas crianças que têm dificuldades em aprender. Um dos fatores que influenciam para esse cenário é a utilização de métodos ou abordagens que não contribuem para a formação de sujeitos autônomos no processo de construção do conhecimento.
Porém, o professor-pesquisador, aquele que possui uma postura de busca e produção de conhecimento, ao tomar consciência dos processos pelos quais os sujeitos aprendem têm mais condições de ter uma práxis pedagógica pautada na  prevenção das dificuldades de aprendizagem sendo capaz de proporcionar um ambiente favorável a construção do saber.
Entre outras possibilidades, o professor-mediador pode  propor situações em que sua intervenção é adequada ao nível de conhecimento que o aluno se encontra e contribuir para que ele possa assimilar, acomodar e adaptar-se ao novo objeto de conhecimento.
Neste contexto, os jogos se constituem em um excelente recurso de promoção da aprendizagem e da superação das dificuldades. O trabalho com jogos, além de ser uma atividade prazerosa, contribui para um ambiente favorável e para promover desafio à inteligência.
A intervenção pedagógica, através de jogos, pode ser feita tanto no âmbito individual como em grupos e seu principal objetivo deve ser estimular o processo de construção de conhecimento, o funcionamento intelectual e a troca de saberes.
Nesta perspectiva, o sujeito atua como protagonista da sua própria aprendizagem na medida em que, diante da situação problema, é motivado a  desenvolver estratégias, lidar com conflitos e contradições,  antecipar e refazer procedimentos e jogadas, favorecendo a tomada de consciência.
Em uma situação de jogo a criança pode desenvolver autonomia e domínio de si, pois a situação lhe propõe regras, limites e desafios. Através do papel de mediador na situação de intervenção com os jogos, o professor pode motivar a criança a analisar seus procedimentos, gerando situações de perturbação,  para que esta possa rever suas jogadas fracassadas. Através do erro, o aluno pode entrar em conflito com suas hipóteses já estabelecidas e através da equilibração re-organizar suas estratégias.
Entretanto, para que a proposta de atuação com jogos se estabeleça como um boa estratégia de intervenção nas dificuldades de aprender, é importante que o professor planeje a situação, definindo seu objetivo e direcionamento, agindo com intencionalidade e dando significado às atividades.
É importante que o professor conheça a criança ou grupo em que vai atuar, as características do desenvolvimento dos indivíduos para que possa regular o tempo da atividade, os temas de interesse e sondar se os conhecimentos prévios necessários estão instituídos.
Cabe ao professor apresentar o jogo e a situação problema, permitir que as crianças explorem os materiais e os experimentem livremente, organizar os alunos e acompanhar a atividade incentivando e propondo desafios.
Por fim, vale ressaltar que os jogos por si só não garantem a aprendizagem, mas se configuram em um bom recurso pois estimulam a atividade intelectual e unem prazer à aprendizagem.

Por Patricia Ottoni da Silva

sexta-feira, 15 de julho de 2011

IDEIA de Leitura: Mentes inquietas

            Se você é professor esta é uma leitura obrigatória.
Sabe aquelas situações em que uma criança/aluno é capaz de colocar todo o seu planejamento de ponta-cabeça? É um aluno distraído que enquanto você está explicando algo importante ele está te olhando e você se sente um universo de coisas que ele está pensando, que pode ser TUDO, menos o que você está falando... Aquele aluno desordeiro, mas muito divertido e criativo? Aquele aluno que não pára sentado, não consegue ficar em silêncio por tempo considerável e que demonstra ser impaciente e impulsivo... Aquele aluno que é tão arteiro quanto engraçado e você, muitas vezes , se pega rindo de suas travessuras e aventuras... Ou ainda, aquele aluno que é super distraído, mas sempre te surpreende com suas “sacadas” e respostas inesperados?
Esses comportamentos podem ser indícios que vão além de aventuras, travessuras e distração, podemos estar lidando com um tipo diferenciado de funcionamento cerebral, um funcionamento acelerado e, muitas vezes, confuso... Essas características trarão para as pessoas que as possuem, uma vida peculiar que exigirá de nós, educadores seja professores, pais ou cuidadores, alguns cuidados e orientações especificas.
Por outro lado, todo cuidado é pouco em uma época em que a medicalização do ensino e da vida ainda é uma forte estratégia na revogação ( e não solução e enfretamento) dos problemas cotidianos. Por isso, é importante estudarmos e aprofundarmos cada vez mais nessas temáticas a fim de que possuamos atuar de maneira segura , positiva e cautelosa, sem imediatismos. Vale lembrar ainda que  só profissionais habilitados  podem  diagnosticar transtornos.
A Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva  no livro “Mentes Inquietas” aborda o Transtorno de Deficit de Atenção  e Hiperatividade (TDAH) de forma clara e objetiva. Com uma escrita que provoca prazerosa leitura, a autora elucida aspectos importantes da temática e traz depoimentos e dicas de como lidar com as diversas situações que as pessoas com TDAH nos impõem.
O livro custa em torno de R$ 35,00.

Mais informações e contatos da autora:
LeR é TuDo dE BoM!!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vá ao Teatro!

Domingo tem espetáculo? Tem, sim senhor!!!

E vai acontecer em Mogi Guaçu, dia 17/07,  no teatro do Centro Cultural Municipal TUPEC às 19 horas.

A peça é " As Pontes de Madison" tem direção de Regina Galdino e elenco com   Mayara Magri, Flavio Galvão, Jerusa Franco e Paulo Almeida. O enredo, baseado no romance de Robert James Waller,  trata de uma  uma professora de literatura casada que se envolve com Robert Kincaid ( Flávio Galvão), um fotógrafo da revista National Geographic que vai até o condado de Madison, em Iowa/EUA, registrar imagens das famosas pontes cobertas. Em apenas quatro dias, o casal vive uma avassaladora paixão e depois de longo desencontro, preenchido por raro e intenso amor. A historia é contada em flashback a partir da leitura dos diários de Francesca, encontrado por seus filhos depois de sua morte.

O espetáculo recebeu três estrelas no Guia da Folha e no Veja São Paulo.

Os valores dos ingressos são:

R$50,00
R$40,00(antecipado)
R$ 35,00(promoção)
R$ 25,00 (meia)


Realização: Arte com Arte Produções
Informações: (19)3831-3186


Apreciar arte é se permitir enxergar o mundo a partir de outros prismas!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Forme-se!

Senta que lá vem história....

O professor é  responsável por mediar os processos de construção de conhecimento e por transmitir o saber elaborado e acumulado pela humanidade ao longo do tempo. Ouvir uma boa história nos encanta, diverte, é uma manifestação cultural muito valiosa e, principalmente, um jeito de transmitir conhecimentos.
Existem muitos grupos que ainda mantêm a tradição oral como uma ferramenta de transmitir seus costumes, crenças e tradições. E, seria possível medir o nível de aproximação entre as pessoas de gerações diferentes, a retomada de um vínculo positivo entre elas, o sentimento de pertencimento a determinada comunidade, que esta atividade pode produzir?
Por conta dessas características de  fomentar  nossa capacidade curiosa e imaginativa, a contação de histórias pode ser uma boa aliada no processo de ensino-aprendizagem.
Por isso, a sugestão de hoje no espaço “Forme-se” são dois cursos rápidos de contação de histórias que estão com inscrições abertas no SENAC de Mogi Guaçu:

- O professor que conta histórias:
O público alvo são graduados ou graduandos na área da educação e tem como proposta trabalhar as seguintes temáticas: repertório cultural, a pesquisa, a seleção, a adequação de histórias e a inserção no plano de aula, recursos materiais, formas de linguagem, modulações da voz, higiene vocal e respiração na atividade de narração de histórias, o contador de histórias e os personagens,  habilidades específicas e requisitos básicos para um professor que conta histórias e outros.
O curso tem duração total de 30  horas, sendo realizado de 18 a 29/07 das 19horas às 22horas.  O valor do curso é R$ 252,00 e pode ser pago em até 3 parcelas.

-Contador de histórias:
 Desenvolve habilidades e técnicas de um contador de histórias, tais como: requisitos básicos para um bom contador de histórias, dinâmicas de grupo, tipos de histórias, integração de beleza, sabedoria e valores das histórias para mudança de atitudes e muito mais...
O curso tem duração total de 15  horas, sendo sempre às terças feiras, das 13h às 17h, de 09 a 30 de agosto.  O valor do curso é R$ 178,00 e há 10 vagas disponíveis.

Vale lembrar que a IDEIA do espaço “Forme-se” é trazer  indicações de cursos, palestras, eventos, etc. que contribuem na formação do educador.

Para mais informações e para fazer sua inscrição acesse o site: http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=a546.htm&testeira=436&unit=MOG&sub=1
Visite o Senac Mogi Guaçu:
Rua Sargento Aviador Osvaldo Fernandes, 144 - MOGI GUAÇU - SP
Ou Ligue:  (19) 3019-1155      

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Planeta Educação é a dica do "Acesse!"

Estar conectado com a produção de conhecimento e novidades do campo educacional é fundamental para a execução de um bom trabalho docente. Por isso, a dica desta semana do "Acesse!" é o Portal Planeta Educação.

O site oferece vários artigos abrangendo diferentes temáticas: planejamento, cinema na educação, matemática, linguagens, entre outros.

Para quem quer se manter em formação continua, o portal divulga uma lista com eventos educacionais que são importantes constar na agenda de formação e oferece uma ampla carteira de indicações para passeios culturais.

No espaço " Conteúdos de Referências" podemos encontrar vídeos interessantes, um lindo banco de imagens, dicionário de libras, mapas interativos e uma lista de blogs muito interessantes!

Além disso, temos  link "Legislação Educacional" com os documentos que norteiam as práticas educativas.

Vale a pena navegar pelo Portal Planeta Educação!!!!



domingo, 10 de julho de 2011

Breve IDEIA sobre Jean Piaget e a abordagem construtivista

Jean Piaget nasceu em Neuchâtel, na Suiça. Desde tenra idade demonstrou ter um espírito investigativo, aos 11 anos iniciou seu primeiro trabalho de observação. Piaget estudou Biologia e Filosofia e aos 22 anos recebeu título de doutor em biologia. Após este período de formação, iniciou seus trabalhos em psicologia.
Sua obra teórica e experimental sobre os processos de construção do conhecimento vem influenciando de maneira significativa a prática de  psicólogos e a pedagogos. A pergunta que norteava seus estudos era “Como o homem constrói o conhecimento ao longo da vida?”
Ao lançar esta reflexão sobre os processos de construção de conhecimento Jean Piaget supera alguns conceitos disseminados por autores da corrente racionalista em que o meio social não é valorizado e o conhecimento é inato ; e da corrente empirista em que o sujeito ao nascer é como uma tabula rasa e o seu saber evolui a partir de associação de idéias e experiências que se tem ao longo da vida.
Segundo a abordagem construtivista, em que Piaget se destaca como um dos teóricos, o sujeito constrói seu conhecimento a partir de suas relações e das interpretações dessas, com o objeto, o meio e de sua maturação biológica.
O método que utilizou para testar suas hipóteses e formular suas teorias é o método clínico que consiste em observação do comportamento dos sujeitos e  uma discussão sistemática sobre as ações e relações que o sujeito vai estabelecendo em face dos experimentos.
Ao conjunto de suas observações organizadas e comprovadas sistematicamente através do método clínico chamamos de Epistemologia Genética.
Atualmente, vivemos um cenário educacional em que é crescente o número de crianças diagnosticadas com dificuldades de aprendizagem. A democratização nacional da escola garante que quase 100% da população freqüente esta instituição cuja  função é transmitir o saber elaborado e historicamente acumulado, para que possam de fato exercer sua cidadania. Entretanto, a escola ainda não consegue garantir o êxito de seus atendidos na trajetória escolar.
Neste sentido, a questão de Jean Piaget torna-se ainda mais pertinente e pode nortear a prática docente para que caminhe na direção de facilitar os processos de  construção do conhecimento por parte dos alunos e a escola possa cumprir seu papel efetivamente.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vá ao teatro!

A arte e a cultura contribuem, entre inúmeras outras coisas,  para que a nossa percepção de mundo seja mais apurada e sensível, fator tão importante para o trabalho docente! Este título sempre trará uma indicação de peças, espetáculos, filmes e outros programas culturais para os educadores.

A IDEIA é que ao se divertir, apreciar manifestações artísticas e participar de vivências culturais os educadores possam ir criando um repertório de experiências  que influenciarão na sua qualidade de vida e na ampliação do seu capital cultural.

A sugestão de hoje é a Cia. Circo de Bonecos que é uma companhia profissional de teatro de bonecos dirigida por Cláudio Saltini e conta com a colaboração de oito artistas. Seu trabalho já recebeu importantes prêmios e reconhecimentos, entre eles: Prêmio APCA de Melhor Direção, Prêmio Coca-Cola Leva ao Teatro, 4 indicações para o Prêmio FEMSA e foi recomendado por Guia da Folha de São Paulo, Veja São Paulo e Jornal O Estado de São Paulo.

Nos domingos do mês de julho de 2011  alguns de seus espetáculos estarão em cartaz no no teatro do Centro Cultural Lauro Monteiro em Mogi Mirim. A entrada é franca!!! É excelente oportunidade de apreciar e se divertir com arte e cultura...............................................
Confiram a programação:
10/07/2011 às 17h30:
Inzôonia: As desculpas que as crianças inventam na hora de dormir são o mote do espetáculo Inzôonia. Qualquer pretexto costuma ser válido para brincar mais um pouco: fome, sede, medo e até insônia. Os dois clowns malucos, interpretados pelos atores-manipuladores Cláudio Saltini e Raniere Guerra, reuniram todas essas justificativas e várias outras em uma única noite
17/07/2011 às 17h30:
Circus:O espetáculo é uma piada só, mas irresistível. No picadeiro de um cirquinho mambembe, dois saltimbancos apresentam números circenses inusitados: a Família Ovos com números de equilibrismo; As Minhocas trapezistas; o Árabe e seu Camelo abusado; a Mosca Dançarina e muitos outros bonecos fazem de tudo para divertir e entreter a platéia.
24/07/2011 às 17h30:
Guarda zool: O espetáculo conta a história de dois amigos atrapalhados (Cláudio Saltini e Raniere Guerra) que se preparam para um dia de passeio à praia. Ao pisarem na areia a confusão começa e só termina no fim do espetáculo, sem que os atores saiam de cena um só segundo.

Maiores informações sobre a Cia. Circo dos bonecos: http://circodebonecos.com.br/

quarta-feira, 6 de julho de 2011

IDEIA de Leitura


O “IDEIA de Leitura” será um espaço para compartilharmos livros de literatura, literatura infanto-juvenil e outros temas específicos da educação.
Sabemos que para formação de bons leitores é necessário que os professores possuam um bom repertório de títulos e histórias já lidas, pois quando já conhecemos uma história, já tivemos contato com o livro fica mais fácil de provocar o encantamento da leitura fruição ou, até mesmo, explicar a proposta de atividade com aquela história. Pensando nisso, a dica de hoje é um título da literatura infanto-juvenil: UNI DUNI TÊ.
"Entraram no barraco do Zé do Cravo. Abriram a geladeira. Um, dois e três... O salame minguou. E lá se foi o sorvete colorido. Deixaram um bilhete em código: uni duni e tê salamé minguê."
A narrativa conta um caso de suspense envolvendo diferentes personagens de famosas parlendas. Com uma leitura agradável e misteriosa o  leitor  fica a cada página intrigado e ansioso para desvendar o caso. Um conto divertido e que oportuniza diversas possibilidades de atividades desde a simples leitura prazerosa, trabalho com parlendas, com contos e o que mais nossa criatividade permitir!!!
O livro é de autoria de Ângela Lago, foi publicado pela editora Moderna e seu preço é em torno de R$ 25,00.
LeR é TuDo dE BoM!!!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Acesse!

Em um mundo em que o uso da tecnologia de informação é essencial, esta sessão objetiva compartilhar links interessantes para os educadores se manterem conectados e atualizados com as melhores IDEIAS em educação, no mundo virtual.

A dica desta semana é o Portal do Professor do Ministério da Educação.

No portal você encontrará:

Espaço Sala de Aula - é um lugar para criar, visualizar e compartilhar aulas de todos os níveis de ensino. As aulas podem conter recursos multimídia, como vídeos, animações, áudios etc, importados do próprio Portal ou de endereços externos. Qualquer professor pode: criar e colaborar; desenvolver aulas individualmente ou em equipe; pesquisar e explorar o conteúdo das aulas.
Jornal do Professor- Este é um veículo inteiramente dedicado a revelar o cotidiano da sala de aula, trazendo quinzenalmente temas ligados à educação. Aqui, vocês vão escolher o assunto de cada edição.
Conteúdos Multimídia- conheça os conteúdos multimídia publicados no Portal para todos os níveis de ensino e em diversos formatos.
Cursos e Materias - Links com informações educacionais diversas para subsidiar a formação dos profissionais da educação
Links-Sites e portais nacionais e internacionais para auxiliar a pesquisa e a formação de professores

O site oferece amplas possibilidades que vão desde simples dicas e até orientações e ferramentas elaboradas para o trabalho docente. Vale a pena conferir!

domingo, 3 de julho de 2011

Sobre senso crítico e educação escolar

Pra que serve a escola? A escola é uma instituição fracassada? A escola cumpre seu papel social?
Estas são questões comuns no cotidiano não só de profissionais que atuam na área da educação como de qualquer cidadão que passou pela escola ou daqueles que têm suas crianças freqüentando esta instituição.
De maneira geral, entende-se que a escola é a responsável pela transmissão de conhecimentos.  Essa afirmação é válida, mas gostaria de propor algumas reflexões sobre seu significado e práxis.
Segundo Luckesi, C. e Elizete Passos em “Introdução a Filosofia” conhecimento significa elucidar a realidade, trazer a luz a realidade, compreendê-la. Esta compreensão da realidade pode ser adquirida por nossas opiniões, pelas experiências vividas, pelo conjunto de crenças e atividades diárias que realizamos sem perceber seu verdadeiro sentido,  sem nenhum estudo aprofundado ou questionamento. Chamamos esta forma de conhecimento de senso comum.  Podemos, também perceber nossa realidade e lançar questionamentos, refletir sobre ela e fazer análises. Denominamos ao saber proveniente dessa prática de senso crítico. É  este último que a escola toma como objeto de estudo e trabalho.
Dermeval Saviani em “Sobre a natureza e especificidade da educação” diz que  a escola é a responsável pela transmissão do saber elaborado e não do conhecimento espontâneo. Isso não significa sobrepor o senso crítico ao senso comum. Aliás, a educação escolar pode partir do senso comum para, a partir de reflexões sobre ele, levar seus participantes a construírem um saber elaborado, atuando como protagonistas da própria aprendizagem.
Quando citamos saber elaborado não estamos falando apenas das ciências exatas , da filosofia e da história ou das letras, mas também, de conhecimentos relacionados a civilidade, como o bom senso, a empatia, a sustentabilidade  e os valores necessários para uma boa convivência em sociedade. Esta ressalva se faz pertinente, principalmente, em um momento em que nos deparamos com tantas situações de bullyng e de todas as outras práticas de violência. A escola, portanto, é co-responsável por esta “educação social” em que todas as áreas de conhecimento se inter-relacionam.
O professor tem papel importante nesse processo de formação crítica, pois é um mediador estimulando seus alunos a questionar os objetos de estudo, a perceber sua importância e papel na sociedade como agentes de transformação social, assumindo uma postura crítica, consciente e incessante para compreender e transformar os fatos do cotidiano que nos influenciam.
Para que seja capaz de manter esta postura pautada no senso crítico o professor precisa forma-se, informar-se e ter um amplo capital cultural porque só assim será possível educar com criticidade. Precisa ser um profissional valorizado e reconhecido em suas especificidades, precisa viver com criticidade e condições favoráveis para, então, ensinar e mediar os processos de construção de conhecimento nas instituições de ensino.
Em relação, as ferramentas utilizadas pelo professor na educação escolar, como o  material didático e seu conteúdo, devem ser auxiliares na formação do pensamento crítico e não tomados como único guia incontestável. Seu uso deve ser flexível  e simples. Aliás, essa IDEIA de material didático como fonte de informação única e absoluta é derivada do senso comum e foge ao objetivo escolar.
Por fim, a escola deve possibilitar aos sujeitos que delas participam oportunidades em que se sintam motivados a refletir sobre sua própria realidade, para que possam exercitar sua natureza curiosa e construírem saber, para que sejam capazes de distinguir seus direitos e deveres mais facilmente, e assim, terem mais autonomia para assegurá-los ou criticá-los, tornando-se mais ativo na sociedade. A IDEIA é ser uma escola que não separa o saber da vida, a aprendizagem da alegria...
                                                                  

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Para início de conversa

O "Ideias Pedagógicas" será um espaço  para professores e educadores  trocarem e construirem saberes sobre as diversas temáticas que envolvem o campo da educação. Sem a pretensão de esgotar os debates e as reflexões desejo que possamos nos incomodar e refletir sobre nossas práticas.

Poderemos discutir sobre práticas na Educação Básica e Ensino Superior, projetos de sucesso do Terceiro Setor, ferramentas que facilitam o trabalho docente como  o Planejamento e a Avaliação. Espaços para formação e a importância dos educadores terem um amplo capital cultural. Sobre arte, dicas de leitura e filmes. Aprender com os grandes pensadores da educação e todos as as questões que se fizerem pertinentes...

Conto com a participação de todos!

Um abraço,

Pati
Em breve muitas "Ideias Pedagogicas" acerca de abordagens, pensadores, alternativas, cultura e arte...

Aguardem!

Até mais,

Pati Ottoni