segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Confecção de IDEIAS: Caixote de Leitura

O "Confecção de IDEIAS" será um espaço para ilustrarmos a realização de IDEIAS PEDAGÓGICAS. Para começarmos, eu trouxe uma sugestão que combina com leitura e sustentabilidade.

Para construir uma "escola leitora" é importante tratarmos as práticas de leitura como prioridade. Isso significa oportunizar muitas possibilidades de acesso à leitura. Nesse sentido, podemos citar alguns exemplos:

- A biblioteca da escola ser organizada e com ambiente agradável (ter uma biblioteca na escola que funcione deve ser pressuposto!).
- Manter um acervo rico, atualizado e interessante.
- Perguntar para a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários e pais) quais são os títulos de interesse.
- Ter diferentes recursos de leitura: gibis, jornais, livros, internet, cartazes etc, à disposição da comunidade escolar.
- Montar e Manter uma biblioteca de sala diversificada.
Essas são algumas de muitas IDEIAS para realizar e fazer da escola um lugar de formação de leitores. 

No "Confecção de IDEIAS" de hoje aprenderemos a fazer um Caixote de Leitura para organizar os livros da sua biblioteca de sala. E o mais interessante é que para realizar esta IDEIA utilizaremos materiais que seriam descartados como caixote de frutas e jornais velhos. 

Para confeccionar esta IDEIA, você precisará de caixotes de frutas, jornais velhos, cola, tesoura, lixa, base para tinta acrílica, tinta acrílica e verniz para artesanato. Olha só o passo-a-passo:
Foto: Pati Ottoni
1- Lixe a caixa. O objetivo não é deixá-la totalmente uniforme mas apenas, retirar as imperfeições grotescas.
2- Pinte o caixote com a base acrílica. Deixe secar.
3- Passe a tinta acrílica da cor que preferir e deixe secar. 
4- Recorte palavras e figuras da sua preferência de jornais velhos.
5- Depois que a tinta secar, cole as figuras de jornal no caixote e passe o verniz.
Está pronto o "Caixote de Leitura" para sua biblioteca de sala. Veja  com outras cores:
Foto: Pati Ottoni
Mais uma IDEIA é confeccionar os Caixotes de Leitura junto com a sua turma, na primeira semana de aula. Já pensou como isso contribuiria para criar o sentimento de pertencimento dos alunos com os recursos da sala de aula e para diminuir o vandalismo na escola? E, que tal pedir para que cada aluno consiga um caixote e cada um confeccione um caixote de leitura para si? Os alunos poderiam levar e manter uma biblioteca de casa! Não seria muito legal?

Foto: Pati Ottoni

O caixote de frutas pode ser usado para muitas outras coisas: porta-treco, estante, prateleiras, pode-se guardar outros materiais de sala, aí é só usar a imaginação!

Por hoje é só...

Um abraço!

Pati Ottoni

sábado, 24 de dezembro de 2011

IDEIA de Leitura: O natal de Manuel

Nesta semana de Natal, tive a IDEIA de postar algo sobre esta época tão gostosa em que recarregamos nossa energia, não é mesmo?

A IDEIA de leitura de hoje é o livro "O natal de Manuel" de Ana Maria Machado um delicado enredo sobre o sentido desta data.

O livro conta a história de André, um garoto que estava querendo saber o que era o Natal. Ele perguntou para várias pessoas e recebeu um monte de respostas diferentes. Até que ele perguntou para o Manuel, seu melhor amigo da escola, e recebeu a melhor resposta de todas.

O livro, com lindas ilustrações de Cecília Esteves, custa em média R$ 20,00 e tem 32 páginas.

Mas, você encontra o mesmo livro na Estante Virtual por R$ 5,00!!!

É isso aí, pessoal...

UM  FELIZ NATAL para TODOS os PROFESSORES COMPROMETIDOS com a EDUCAÇÃO do BRASIL!

Um abraço

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Forme-se: PROEPRE em Mogi Guaçu

Queridos educadores,

Estamos organizando  a abertura de uma turma do PROEPRE ( Educação Infantil de 3 a 6 anos)  no Colégio Monteiro Lobato em Mogi Guaçu.
 
O PROEPRE é um curso de extensão da UNICAMP que aborda o estudo do desenvolvimento infantil e seus aspectos: afetivo, cognitivo e social segundo a teoria de Jean Piaget e das implicações educacionais que podem ser extraídas dessa teoria com vistas às mudanças de postura do professor bem como dos procedimentos pedagógicos empregados na escola.
 
Nos endereços abaixo vocês podem obter informações sobre valores, carga horária, documentação etc. :
 
 
http://www.proepreemacao.com.br/  Site PROEPRE EM AÇÃO
 
As inscrições já estão abertas no site da Unicamp. Temos a possibilidade do grupo da UNICAMP vir em Mogi Guaçu para fazer a inscrição dos interessados. Combinamos com a UNICAMP de pagarmos a 1ª parcela em janeiro.
 
Precisamos de um número mínimo de 40 pessoas para que o curso seja oferecido aqui no Colegio Monteiro Lobato.
 
Inicialmente o curso está programado para acontecer às quartas-feiras.
 
Peço que mandem um e-mail para  patricia@colegiomlobato.com.br  dizendo de seu interesse pelo curso e se desejam que agendemos um dia para que o pessoal da Unicamp venha aqui para receber a documentação e a ficha de inscrição. Coloquem no e-mail  o assunto Proepre.
 
Não percam esta ótima oportunidade de formação docente!
 
Obrigada.
Um abraço a todas e todos.

sábado, 15 de outubro de 2011

Feliz dia dos Professores!

Eu acredito muito na minha profissão. 
Acredito que posso fazer um mundo melhor através dela. 
E isso só é possível porque tenho fé no que há de melhor em nós, seres humanos!
Parabéns a todos os professores que compartilham desta crença!

Deixo esse vídeo que pode nos inspirar nesse dia e em toda nossa trajetória docente:
FELIZ DIA DOS PROFESSORES!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Luto

Hoje aconteceu um ABSURDO! 
Um garoto de 10 anos atirou na professora e depois se matou. O que está acontecendo com as relações humanas?
Professores, esta luta também é nossa. É uma luta que vai para além de melhorias para uma classe profissional, por melhores salários ou benefícios. É uma luta pelo ser humano, tão legitima e justa quanto as outras.
Vamos nos incomodar com isso, nos posicionar e agir para uma mudança de postura.


Eu espero que mais pessoas demonstrem indignação com o ocorrido.


Não podemos nos acostumar com a violência e a crueldade.  Por favor, vamos nos enxergar, VER uns aos outros!!! 


Precisa-se mais que nunca de se SER HUMANO! 


SEJA!

sábado, 10 de setembro de 2011

Trabalho em grupo

Sabemos da importância do planejamento ao propor uma atividade para a classe. Nos trabalhos em grupo essa necessidade se faz ainda mais pertinente.
Os agrupamentos devem ser produtivos. Para tanto, o professor tem que ter clareza dos  objetivos da sua proposta e escolher os grupos maneira intencional.
Devemos ter muito cuidado para que nenhum aluno se sinta excluído, sobrecarregado ou ocioso.
Selecionei algumas dicas que podem ajudar na hora de propor os agrupamentos:

·         A decisão de montar grupos é do professor e não apenas uma sugestão dos alunos, já que esta atividade deve ser muito bem planejada.
·         É importante pensar se o agrupamento é uma boa estratégia didática em relação aos  conteúdos e os objetivos a serem trabalhados.
·         Deve-se ter clareza de que o principal objetivo da atividade é a interação cognitiva e o avanço na aprendizagem, portanto deixar que os alunos se agrupem por afinidade não é um bom critério para a montagem dos grupos.
·         Para formar os agrupamentos é importante sondar o que cada aluno sabe sobre o tema de modo que os alunos se organizem em grupos que garantam um nível adequado de desafio e interação.
·         O professor deve atuar como mediador da aprendizagem passando pelos grupos, provocando reflexões, tirando dúvidas, mediando conflitos, sugerindo situações-problema, explicando as regras sobre cooperação entre os alunos e fazendo correções.

Por Pati Ottoni

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pense nessa IDEIA!

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos” - Fernando Pessoa

Salvador Dalí

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Assembleias: uma prática educativa para autonomia


Cada vez mais os educadores sentem que as crianças, adolescentes e jovens estão “perdidos” quanto aos valores morais e carecem de bom senso para avaliar suas próprias atitudes. Muitos professores relatam que seus alunos não demonstram preocupação com o bem comum e parecem não atribuir nenhuma importância às regras estabelecidas.

Resultado: indisciplina!
Quais estratégias podemos propor para minimizar estes efeitos e fazer com que os estudantes avancem na construção de saberes (inclusive os conteúdos relacionados aos valores) de maneira autônoma e positiva? As assembleias escolares podem ser um bom caminho...
As assembleias, de classe ou de nível, são  momentos em que o aluno é convidado a refletir sobre sua vida escolar, sobre a importância das regras, em que pode opinar e contribuir nas decisões da escola. 
Ao participar da “Assembléia” o aluno é protagonista no estabelecimento de regras e soluções, por isso, cria um sentimento de pertencimento ao grupo, passa a atribuir significado às regras e zelar pelo seu cumprimento. 
Além disso, nestes momentos o aluno aprende a se posicionar diante do grupo, aprende a ouvir, a esperar a sua vez, a decidir coletivamente, a zelar pelo bem comum, enfim, aprende sobre cidadania, valores e ética.
A seguir proponho uma metodologia para organização das assembleias:
1-    Colocar um caderno em sala de aula para que os alunos possam registrar suas contribuições seguindo os critérios “Eu critico”, “Eu elogio” ou “Eu sugiro”.
2-    Não é preciso que o aluno, professor ou membro da equipe diretiva se identifique. 
3-    Um dia antes da assembléia as contribuições devem ser recolhidas e o professor deve montar a pauta da assembléia. 
Exemplo:
Pauta da assembléia nº 01
Data:
10 de setembro de 2011
Eu elogio
Eu critico
Eu sugiro
Quem guarda os brinquedos no lugar certo
As pessoas que empurram na fila
Cachorro quente todos os dias no cardápio
A aula que fizemos sobre os cinco sentidos humanos
As pessoas que não sabem perder no jogo
Que ninguém empurre na fila
As pessoas que não brigam no intervalo
As pessoas que não passam a bola no futebol
Que todos joguem o lixo no lixo.
Encaminhamentos
Neste espaço devem ser registradas as pendências e combinados resultantes da assembléia.
4-    O professor deve mediar o momento da assembléia apresentando os assuntos, lançando questões, permitindo que todos participem e sintetizando os combinados.
5-    O professor, se necessário, pode pedir para que um aluno controle o tempo de fala de cada um (usando uma ampulheta ou cronômetro, por exemplo).
6-    A pauta e os combinados devem ser registrados em um “Livro Ata” e todos que participaram da assembléia devem assinar.
7-    Na próxima assembléia, seguir os procedimentos acima e retomar a ata da última assembléia
Fica a dica!


Um abraço,

Pati Ottoni




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

IDEIA de Leitura: As cem linguagens da criança

         Estranha mania a de pensar que tudo que é sério não pode ser divertido, de separar sentir e pensar, teoria e prática... Estranha mania de pensar fragmentado e não de maneira integrada... Esse poema é um retrato de uma prática educativa que evidencia a criança como ser integral. Nela, o processo educativo se baseia no experimentar o mundo e, a partir daí, construir conhecimento... Trata-se de um visão em que o "criançar" não é menor que o "adultoecer"!


As Cem Linguagens da Criança

A criança
é feita de cem.
A criança tem
cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.
Cem sempre cem
modos de escutar
as maravilhas de amar.
Cem alegrias
para cantar e compreender.
Cem mundos
para descobrir.
Cem mundos
para inventar.
Cem mundos
para sonhar.
A criança tem
cem linguagens
(e depois cem cem cem)
mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura
lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe:
de descobrir o mundo que já existe
e de cem
roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas
que não estão juntas.
Dizem-lhe:
que as cem não existem
A criança diz:
ao contrário, as cem existem.

Edwards, Carolyn.
IDEIA de Leitura: As Cem Linguagens da Criança, Carolyn Edwards, Lella Gandini e George Forman, 340 págs., Ed. Artmed

domingo, 21 de agosto de 2011

Todo ato de pesquisa é um ato político

Ter uma postura de produção de conhecimento é característica essencial para os educadores deste século. A partir dessa perspectiva, lanço algumas reflexões sobre pesquisa e educação:
Texto produzido com base em LUCKE, M.G e André, M., E., D., A. Pesquisa em Educação: Abordagens qualitativas. 1986, Ed. Pu.
Atualmente, usamos a palavra pesquisa para diversas finalidades: pesquisa de opinião, pesquisas escolares, pesquisas de tendências de mercado. Porém, muitas vezes essa diversidade de uso pode contribuir para um equivoco na compreensão do  conceito de pesquisa. Nas situações acima citadas, a pesquisa é entendida em uma concepção bastante limitadora como mera consulta de dados ou coleta de informações.
O conceito de pesquisa abrange, além de levantamento de informações, a construção de um novo conhecimento considerando o “estado da arte” anterior de determinado assunto. Ao fazer pesquisa o sujeito deve levantar dados e confrontar as informações com seu contexto social, com o momento histórico e com o conhecimento já elaborado da temática. Segundo LUCKE:
“Trata-se, assim, de uma ocasião privilegiada, reunindo o pensamento e a ação de uma pessoa, ou de um grupo, no esforço de elaborar o conhecimento de aspectos da realidade que deverão servir para a composição de soluções propostas aos seus problemas.” (1986, PP. 2)
A partir daí, podemos compreender a atividade de pesquisa em sua dimensão social, ou seja, a ação de pesquisar não está alheia às tendências de seu tempo histórico, o resultado da pesquisa não se configura como uma  verdade absoluta, mas como uma contribuição ao saber já sistematizado de um assunto em determinado momento da história.
Nessa perspectiva, vale ressaltar que a pesquisa está inserida no contexto do cotidiano humano, de sua dinâmica e de seus problemas. Por isso, o pesquisador não é um sujeito que dispõe de condições especiais ou foi “eleito” para tal atividade. A pesquisa é uma ação que pode ser realizada por qualquer profissional já que  trata das inquietações da vida cotidiana de um dado momento histórico. Entretanto, requer algumas habilidades e conhecimentos específicos para que seja efetivada.(1986, PP. 3)
Ao tratarmos de pesquisa em educação ou ciências humanas, esta relação com as complexas situações do cotidiano se torna ainda mais evidente. Porém, existem algumas abordagens de pesquisa que sugerem  tratar os problemas como um fenômeno físico na busca de isolar variáveis que influenciam determinados fenômenos.
Essas correntes, influenciadas pelo movimento positivista,   trazem a crença de que se é possível uma separação entre sujeito, objeto de conhecimento e pesquisador, pois busca-se a perfeita retratação da realidade pura, ou seja, a neutralidade científica. Além disso, o conhecimento não é imutável pois, como já dissemos, está inserido em um contexto dinâmico e é realizado historicamente.
Ao longo dos estudos em educação percebeu-se a inviabilidade de se realizar pesquisas com abordagens desse tipo, pois nesta área é difícil determinar uma causa que seja a única responsável pela ocorrência do fenômeno. Portanto, nessa abordagem e até mesmo na pesquisa experimental corremos o risco de não considerar importantes aspectos que compõem a complexa dimensão do processo educativo e assim não se chega a  descobrir soluções viáveis para os problemas dessa área.
A partir de então, iniciou-se a busca de novas alternativas para pesquisa em educação. Segundo Lucke:
“ Seria preciso buscar novas formas de trabalho em pesquisa, que partissem de outros pressupostos, que rompessem com o antigo paradigma e sobretudo se adaptassem melhor ao objeto de estudo considerado importantes pelos pesquisadores em educação” (LUCKE, 1986, PP. 6)
Nesta perspectiva, o papel do pesquisador é partir do conhecimento já elaborado da temática da pesquisa e contribuir para o crescimento do assunto, relacionando os dados do seu tempo com o saber elaborado, admitindo que este trabalho é um ato político e , por essa razão, traz consigo as peculiaridades do pesquisador e do momento histórico.
Desse modo, surgiram novos métodos de pesquisa, tais como: método survey de levantamento de dados, o design experimental, a pesquisa participante, a pesquisa-ação, a pesquisa etnográfica, o estudo de caso, entre outras. A tendência de foco para essas alternativas se configura nos problemas de ensino, ou seja, deixa de ser o contexto geral da educação e passa a objetivar, segundo o autor, as “raízes dos problemas em educação” (PP. 8)
Por fim, podemos concluir que houve um avanço nas abordagens de pesquisa na educação para que estas produzam resultados mais pertinentes e de contribuição eficaz para as soluções dos problemas dessa área.
Por Pati Ottoni

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Acesse: CIRANDA 3

Olá pessoal!
Estive um tempinho “off” mas estou de volta.

Hoje, a dica do “Acesse!”  é o blog de uma grande amiga e competentíssima captadora de recursos Tássia Vanessa Siqueira. A autora tem sido referência nessa área em Mogi Mirim e região por isso compartilha experiências com a segurança de quem tem “Know-how” em captação e terceiro setor.
O “CIRANDA 3”  reúne várias informações e dicas para quem precisa captar recursos para gerenciar e dar vida às organizações do terceiro setor. E, também, oferece orientações para empresas que gostariam de exercitar a “Responsabilidade Social”, mas não dominam a legislação e caminhos da área. Além disso, o site promove pesquisa de opinião e fornece dicas de leitura...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Redes de aprender: Terceiro Setor, Arte e Educação

Nesta semana, vamos conhecer algumas experiências do Terceiro Setor, seus impactos na realidade social, o uso da arte como ferramenta no processo educativo e a importância da articulação da escola, cultura e comunidade para promoção de redes de aprender. Para tanto, proponho uma reflexão acerca da escola, da arte e das ONG’s e alguns questionamentos:
A escola é uma instituição importante histórica e socialmente, pois tem em sua natureza a função de transmitir o saber elaborado e historicamente acumulado. Nesta perspectiva, podemos dizer que é na escola, principalmente, que garantimos  aos sujeitos a oportunidade de convívio entre os pares, do acesso ao letramento, ao saber socialmente valorizado, aos aspectos culturais e históricos de nosso povo e de nossas comunidades. Nessa instituição, podemos questionar valores, construir conhecimento e trocar saberes.
       A partir das teorias reprodutivistas  da educação, do manifesto da escola nova e  com o movimento de  democratização do acesso à escola amplia-se o debate acerca da incapacidade do sistema de ensino em atender a demanda de algumas camadas sociais. Nesse sentido, sabemos que a escola também pode reproduzir mecanismos de segregação, selecionar por êxito e eliminar por fracassos, avaliar desempenho segundo parâmetros arbitrários e reproduzir mecanismos de exclusão.
Ao longo dos anos foram se criando mecanismos, dentro da instituição escolar ou complementar a ela, para recuperação do baixo rendimento escolar apresentado por alguns alunos. Entretanto, em muitos casos, não se era avaliado quais eram as reais necessidades daquela criança, tampouco  se avaliava o que o aluno já sabia, qual a sua percepção do meio que o cercava e as re-significações que estabelecia com ele e o que ainda precisava aprender.
Através da medicalização do processo educativo a escola justificava seu fracasso em efetivar sua função com um grupo de alunos que ou não haviam se adequado àquele sistema de ensino ou por estarem sujeitos a uma situação adversa que impedia ou dificultava seu processo de construção de conhecimento.
Nesse cenário inicia-se uma reflexão, a partir da manifestação da sociedade civil, sobre as maneiras alternativas de efetivar com sucesso a função da instituição escolar. As entidades que atendiam as crianças, no contraturno escolar, com atividades de reforço escolar, ou seja, mera repetição da escola, iniciam um processo de ruptura e inovação desse sistema de assistência social.
Diante desse contexto, a arte surge como principal meio para educação e transformação das realidades, são introduzidas, colorindo as atividades cotidianas dessas instituições, o artesanato, a dança, o teatro, a música, o circo como possibilidades de oportunizar, para o público atendido, a sensibilização com o outro, a valorização da auto-estima, a recuperação da motivação em superar desafios, o fortalecimento do vínculo com a aprendizagem, enfim a sua emancipação como autores de sua própria história.
Entretanto, as manifestações artísticas trazem consigo seu caráter transgressor em que o tempo não é aquele cronometrado, em que o espaço de aprender encontra e cria regras criativas, em que o saber se relaciona, intrinsecamente, com o experimentar, com o fazer.
A dinâmica escolar, pelo contrário, valoriza a contagem e mediação do tempo, valida regras inflexíveis, dicotomiza o saber inteligível do saber sensitivo, separa teoria da prática. Na maioria das vezes, a prática escolar é oratória e não permite a vivência do saber sensitivo, ou seja, da relação do meu corpo com o mundo, do conhecimento do meio através dos meus diversos sentidos, da experiência artística.
Então, diante desse panorama, aparecem embates entre a prática valorizada cultural e historicamente pela escola e as práticas alternativas que surgem nos movimentos de base comunitários, de promoção e assistência social e de função complementar a escola. É nesse contexto que inquietações e questionamentos se estabelecem: De que maneira a experiência artística influencia no processo de produção de conhecimento? Qual é o impacto do trabalho com arte no processo de  escolarização dos sujeitos?

Por Pati Ottoni

domingo, 24 de julho de 2011

Forme-se: Matemática nas séries iniciais

A matemática, muitas vezes, se configura em um "Bicho de 7 cabeças elevado ao cubo vezes x - y" para muitos alunos e professores também. Por isso, a dica do espaço "Forme-se" é um mini-curso sobre essa área, tão importante, do conhecimento.

O Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da UNICAMP  junto ao Laboratório de Ensino da Matemática (LEM - UNICAMP) e a Extecamp ( Secretaria de Extensão da UNICAMP) estarão oferecendo um curso voltado para professores do Ensino Fundamental (1ª a 6ª série), professores de matemática e coordenadores pedagógicos sobre o ensino da "MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS POR MEIO DE ATIVIDADES INTERDISCIPLINARES".

Será um curso rápido de 8 horas e abordará os seguintes temas: Números inteiros e fracionários, grandezas, porcentagem, percepção e localização espacial, ângulos e idéia de proporcionalidade.

Você pode fazer sua inscrição até da 10/08/2011 e custa apenas R$ 52,00.

É uma excelente oportunidade de formação em uma grande universidade com profissionais de referência da área.
Para maiores informações sobre o curso e fazer sua inscrição, acesse:

Vale lembrar que o LEM/IMECC tem vários projetos voltados para produção de conhecimento e formação de professores na área da matemática.

Para saber mais acessem:


"Produzir conhecimento é o que há"

Por Pati Ottoni

sábado, 23 de julho de 2011

IDEIA de Leitura: Calendário Matemágico

O livro "Calendário Matemágico" de Heloísa Borges e Tânia Costa traz lindas  ilustrações de Rubem Filho. Além de uma bonita estética o livro contém um desafio matemático para cada dia do ano e a história da matemática. É uma excelente dica para o professor que deseja possibilitar a seus alunos momentos de aprendizagem e diversão e pode ser usado em todas as séries do Ensino Fundamental.


A obra tem como objetivo desenvolver o hábito dos alunos acompanharem dia-a-dia os seus compromissos; proporcionar a vivência de situações não padronizadas; incentivar os alunos a conhecer um pouco mais a história da Matemática e sobre os matemáticos; propor novo enfoque para o tratamento da resolução dos problemas e destacar a importância do desenvolvimento de diferentes estratégias para se resolver uma situação problema.

O livro custa em torno de R$ 28,00.

Por Pati Ottoni

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vá ao teatro!

A dica  dessa semana é um evento que vai acontecer em Mogi Mirim na Praça Chico Mendes.

Trata-se do projeto, "Em cena Brasil - Circuito Paulista 2011", de difusão cultural que utiliza um contêiner transformado em palco para apresentações de espetáculos de teatro, circo, música, oficinas, além de sessões de curtas-metragens.

A programação está recheada de entrenimento, arte e cultura atendendo crianças, jovens e adultos e tudo sem custo nenhum para população.

Confiram a programação:

A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Jogos como uma possibilidade de intervenção para superação das dificuldades em aprender

Na sala de aula, nas clínicas e em instituições de ensino nos deparamos com muitas crianças que têm dificuldades em aprender. Um dos fatores que influenciam para esse cenário é a utilização de métodos ou abordagens que não contribuem para a formação de sujeitos autônomos no processo de construção do conhecimento.
Porém, o professor-pesquisador, aquele que possui uma postura de busca e produção de conhecimento, ao tomar consciência dos processos pelos quais os sujeitos aprendem têm mais condições de ter uma práxis pedagógica pautada na  prevenção das dificuldades de aprendizagem sendo capaz de proporcionar um ambiente favorável a construção do saber.
Entre outras possibilidades, o professor-mediador pode  propor situações em que sua intervenção é adequada ao nível de conhecimento que o aluno se encontra e contribuir para que ele possa assimilar, acomodar e adaptar-se ao novo objeto de conhecimento.
Neste contexto, os jogos se constituem em um excelente recurso de promoção da aprendizagem e da superação das dificuldades. O trabalho com jogos, além de ser uma atividade prazerosa, contribui para um ambiente favorável e para promover desafio à inteligência.
A intervenção pedagógica, através de jogos, pode ser feita tanto no âmbito individual como em grupos e seu principal objetivo deve ser estimular o processo de construção de conhecimento, o funcionamento intelectual e a troca de saberes.
Nesta perspectiva, o sujeito atua como protagonista da sua própria aprendizagem na medida em que, diante da situação problema, é motivado a  desenvolver estratégias, lidar com conflitos e contradições,  antecipar e refazer procedimentos e jogadas, favorecendo a tomada de consciência.
Em uma situação de jogo a criança pode desenvolver autonomia e domínio de si, pois a situação lhe propõe regras, limites e desafios. Através do papel de mediador na situação de intervenção com os jogos, o professor pode motivar a criança a analisar seus procedimentos, gerando situações de perturbação,  para que esta possa rever suas jogadas fracassadas. Através do erro, o aluno pode entrar em conflito com suas hipóteses já estabelecidas e através da equilibração re-organizar suas estratégias.
Entretanto, para que a proposta de atuação com jogos se estabeleça como um boa estratégia de intervenção nas dificuldades de aprender, é importante que o professor planeje a situação, definindo seu objetivo e direcionamento, agindo com intencionalidade e dando significado às atividades.
É importante que o professor conheça a criança ou grupo em que vai atuar, as características do desenvolvimento dos indivíduos para que possa regular o tempo da atividade, os temas de interesse e sondar se os conhecimentos prévios necessários estão instituídos.
Cabe ao professor apresentar o jogo e a situação problema, permitir que as crianças explorem os materiais e os experimentem livremente, organizar os alunos e acompanhar a atividade incentivando e propondo desafios.
Por fim, vale ressaltar que os jogos por si só não garantem a aprendizagem, mas se configuram em um bom recurso pois estimulam a atividade intelectual e unem prazer à aprendizagem.

Por Patricia Ottoni da Silva

sexta-feira, 15 de julho de 2011

IDEIA de Leitura: Mentes inquietas

            Se você é professor esta é uma leitura obrigatória.
Sabe aquelas situações em que uma criança/aluno é capaz de colocar todo o seu planejamento de ponta-cabeça? É um aluno distraído que enquanto você está explicando algo importante ele está te olhando e você se sente um universo de coisas que ele está pensando, que pode ser TUDO, menos o que você está falando... Aquele aluno desordeiro, mas muito divertido e criativo? Aquele aluno que não pára sentado, não consegue ficar em silêncio por tempo considerável e que demonstra ser impaciente e impulsivo... Aquele aluno que é tão arteiro quanto engraçado e você, muitas vezes , se pega rindo de suas travessuras e aventuras... Ou ainda, aquele aluno que é super distraído, mas sempre te surpreende com suas “sacadas” e respostas inesperados?
Esses comportamentos podem ser indícios que vão além de aventuras, travessuras e distração, podemos estar lidando com um tipo diferenciado de funcionamento cerebral, um funcionamento acelerado e, muitas vezes, confuso... Essas características trarão para as pessoas que as possuem, uma vida peculiar que exigirá de nós, educadores seja professores, pais ou cuidadores, alguns cuidados e orientações especificas.
Por outro lado, todo cuidado é pouco em uma época em que a medicalização do ensino e da vida ainda é uma forte estratégia na revogação ( e não solução e enfretamento) dos problemas cotidianos. Por isso, é importante estudarmos e aprofundarmos cada vez mais nessas temáticas a fim de que possuamos atuar de maneira segura , positiva e cautelosa, sem imediatismos. Vale lembrar ainda que  só profissionais habilitados  podem  diagnosticar transtornos.
A Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva  no livro “Mentes Inquietas” aborda o Transtorno de Deficit de Atenção  e Hiperatividade (TDAH) de forma clara e objetiva. Com uma escrita que provoca prazerosa leitura, a autora elucida aspectos importantes da temática e traz depoimentos e dicas de como lidar com as diversas situações que as pessoas com TDAH nos impõem.
O livro custa em torno de R$ 35,00.

Mais informações e contatos da autora:
LeR é TuDo dE BoM!!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vá ao Teatro!

Domingo tem espetáculo? Tem, sim senhor!!!

E vai acontecer em Mogi Guaçu, dia 17/07,  no teatro do Centro Cultural Municipal TUPEC às 19 horas.

A peça é " As Pontes de Madison" tem direção de Regina Galdino e elenco com   Mayara Magri, Flavio Galvão, Jerusa Franco e Paulo Almeida. O enredo, baseado no romance de Robert James Waller,  trata de uma  uma professora de literatura casada que se envolve com Robert Kincaid ( Flávio Galvão), um fotógrafo da revista National Geographic que vai até o condado de Madison, em Iowa/EUA, registrar imagens das famosas pontes cobertas. Em apenas quatro dias, o casal vive uma avassaladora paixão e depois de longo desencontro, preenchido por raro e intenso amor. A historia é contada em flashback a partir da leitura dos diários de Francesca, encontrado por seus filhos depois de sua morte.

O espetáculo recebeu três estrelas no Guia da Folha e no Veja São Paulo.

Os valores dos ingressos são:

R$50,00
R$40,00(antecipado)
R$ 35,00(promoção)
R$ 25,00 (meia)


Realização: Arte com Arte Produções
Informações: (19)3831-3186


Apreciar arte é se permitir enxergar o mundo a partir de outros prismas!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Forme-se!

Senta que lá vem história....

O professor é  responsável por mediar os processos de construção de conhecimento e por transmitir o saber elaborado e acumulado pela humanidade ao longo do tempo. Ouvir uma boa história nos encanta, diverte, é uma manifestação cultural muito valiosa e, principalmente, um jeito de transmitir conhecimentos.
Existem muitos grupos que ainda mantêm a tradição oral como uma ferramenta de transmitir seus costumes, crenças e tradições. E, seria possível medir o nível de aproximação entre as pessoas de gerações diferentes, a retomada de um vínculo positivo entre elas, o sentimento de pertencimento a determinada comunidade, que esta atividade pode produzir?
Por conta dessas características de  fomentar  nossa capacidade curiosa e imaginativa, a contação de histórias pode ser uma boa aliada no processo de ensino-aprendizagem.
Por isso, a sugestão de hoje no espaço “Forme-se” são dois cursos rápidos de contação de histórias que estão com inscrições abertas no SENAC de Mogi Guaçu:

- O professor que conta histórias:
O público alvo são graduados ou graduandos na área da educação e tem como proposta trabalhar as seguintes temáticas: repertório cultural, a pesquisa, a seleção, a adequação de histórias e a inserção no plano de aula, recursos materiais, formas de linguagem, modulações da voz, higiene vocal e respiração na atividade de narração de histórias, o contador de histórias e os personagens,  habilidades específicas e requisitos básicos para um professor que conta histórias e outros.
O curso tem duração total de 30  horas, sendo realizado de 18 a 29/07 das 19horas às 22horas.  O valor do curso é R$ 252,00 e pode ser pago em até 3 parcelas.

-Contador de histórias:
 Desenvolve habilidades e técnicas de um contador de histórias, tais como: requisitos básicos para um bom contador de histórias, dinâmicas de grupo, tipos de histórias, integração de beleza, sabedoria e valores das histórias para mudança de atitudes e muito mais...
O curso tem duração total de 15  horas, sendo sempre às terças feiras, das 13h às 17h, de 09 a 30 de agosto.  O valor do curso é R$ 178,00 e há 10 vagas disponíveis.

Vale lembrar que a IDEIA do espaço “Forme-se” é trazer  indicações de cursos, palestras, eventos, etc. que contribuem na formação do educador.

Para mais informações e para fazer sua inscrição acesse o site: http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=a546.htm&testeira=436&unit=MOG&sub=1
Visite o Senac Mogi Guaçu:
Rua Sargento Aviador Osvaldo Fernandes, 144 - MOGI GUAÇU - SP
Ou Ligue:  (19) 3019-1155      

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Planeta Educação é a dica do "Acesse!"

Estar conectado com a produção de conhecimento e novidades do campo educacional é fundamental para a execução de um bom trabalho docente. Por isso, a dica desta semana do "Acesse!" é o Portal Planeta Educação.

O site oferece vários artigos abrangendo diferentes temáticas: planejamento, cinema na educação, matemática, linguagens, entre outros.

Para quem quer se manter em formação continua, o portal divulga uma lista com eventos educacionais que são importantes constar na agenda de formação e oferece uma ampla carteira de indicações para passeios culturais.

No espaço " Conteúdos de Referências" podemos encontrar vídeos interessantes, um lindo banco de imagens, dicionário de libras, mapas interativos e uma lista de blogs muito interessantes!

Além disso, temos  link "Legislação Educacional" com os documentos que norteiam as práticas educativas.

Vale a pena navegar pelo Portal Planeta Educação!!!!



domingo, 10 de julho de 2011

Breve IDEIA sobre Jean Piaget e a abordagem construtivista

Jean Piaget nasceu em Neuchâtel, na Suiça. Desde tenra idade demonstrou ter um espírito investigativo, aos 11 anos iniciou seu primeiro trabalho de observação. Piaget estudou Biologia e Filosofia e aos 22 anos recebeu título de doutor em biologia. Após este período de formação, iniciou seus trabalhos em psicologia.
Sua obra teórica e experimental sobre os processos de construção do conhecimento vem influenciando de maneira significativa a prática de  psicólogos e a pedagogos. A pergunta que norteava seus estudos era “Como o homem constrói o conhecimento ao longo da vida?”
Ao lançar esta reflexão sobre os processos de construção de conhecimento Jean Piaget supera alguns conceitos disseminados por autores da corrente racionalista em que o meio social não é valorizado e o conhecimento é inato ; e da corrente empirista em que o sujeito ao nascer é como uma tabula rasa e o seu saber evolui a partir de associação de idéias e experiências que se tem ao longo da vida.
Segundo a abordagem construtivista, em que Piaget se destaca como um dos teóricos, o sujeito constrói seu conhecimento a partir de suas relações e das interpretações dessas, com o objeto, o meio e de sua maturação biológica.
O método que utilizou para testar suas hipóteses e formular suas teorias é o método clínico que consiste em observação do comportamento dos sujeitos e  uma discussão sistemática sobre as ações e relações que o sujeito vai estabelecendo em face dos experimentos.
Ao conjunto de suas observações organizadas e comprovadas sistematicamente através do método clínico chamamos de Epistemologia Genética.
Atualmente, vivemos um cenário educacional em que é crescente o número de crianças diagnosticadas com dificuldades de aprendizagem. A democratização nacional da escola garante que quase 100% da população freqüente esta instituição cuja  função é transmitir o saber elaborado e historicamente acumulado, para que possam de fato exercer sua cidadania. Entretanto, a escola ainda não consegue garantir o êxito de seus atendidos na trajetória escolar.
Neste sentido, a questão de Jean Piaget torna-se ainda mais pertinente e pode nortear a prática docente para que caminhe na direção de facilitar os processos de  construção do conhecimento por parte dos alunos e a escola possa cumprir seu papel efetivamente.